sábado, 20 de outubro de 2018

Dia 22 de outubro – Dia da Praça: Conheça as praças de São Paulo que são verdadeiros parques


O Dia da Praça é comemorado em 22 de outubro. Cada vez mais valorizadas nas cidades grandes, as praças assumem funções importantes: espaços públicos para lazer, convívio da população, exercícios físicos e preservação de árvores, para melhoria da qualidade ambiental.

O site Áreas Verdes das Cidades visitou, fotografou e resenhou diversas praças em São Paulo, que hoje são modelos desta ideia contemporânea de serem locais para todas estas funções - que as transformam em pequenos parques. O Parque Buenos Aires, em Higienópolis, por exemplo, era considerado uma praça e foi elevado à categoria de parque a partir de 1987 devido a infraestrutura que oferecia à população.

Nos últimos anos, a população e os governos têm valorizado a manutenção de praças de São Paulo no meio da selva de pedra. “As praças têm contribuído para o respeito ao meio ambiente e patrimônio histórico, além de auxiliar no controle da radiação solar, umidade do ar e ação dos ventos; amenizando assim a poluição do ar, buscando-se um urbanismo ecológico como referência à conservação dos recursos naturais”, diz Gisele Aparecida Ferreira Martins, que pesquisou o impacto de uma praça na população de seu entorno.

Sem contar que as praças em São Paulo são tão importantes que o marco zero da cidade é a Praça da Sé!

Veja a lista das praças resenhadas pelo Áreas Verdes das Cidades em São Paulo


Praças do Brasil
No Brasil, a praça está entre os mais importantes espaços públicos urbanos, desde os tempos da Colônia. Na época chamada de largo, terreiro ou rossio, era o espaço de interação de todos os elementos da sociedade, abarcando os vários estratos sociais. Era ali que a população da cidade colonial manifestava sua territorialidade, os fieis demonstravam sua fé, os poderosos, seu poder, e os pobres, sua pobreza. Era um espaço polivalente, palco de muitas manifestações dos costumes e hábitos da população, lugar de articulação ente os diversos estratos da sociedade colonial”, segundo o livro “Praças Brasileiras”, de Fabio Robba e Silvio Soares Macedo.

A não ser pelas praças em regiões centrais das grandes cidades, a típica praça na cidade brasileira se caracteriza por ter vegetação e arborização. Quando ela recebe um maior tratamento, ou quando foi resultado de um projeto, ela também costuma possuir equipamentos recreativos e contemplativos (como playgrounds, recantos para estar, equipamentos para ginástica e cooper, bancos e mesas, etc).

A evolução das praças nas cidades
As ágoras, na Grécia, podem ter sido as primeiras praças na história, já que era um ambiente público aberto para os cidadãos discutirem política. Em uma definição bastante ampla, praça (do latim: platea) é qualquer espaço público urbano livre de edificações e com prioridade ao pedestre e não acessibilidade de veículos.

As praças que historicamente se formaram nas cidades europeias normalmente estão relacionadas com a configuração natural de um espaço livre a partir dos planos de edifícios que foram sendo construídos ao redor de construções importantes, como mercados centrais, igrejas, catedrais e prédios públicos.

Durante o século XIX, aparece o desenho específico de praças dentro de um projeto urbano, como nos projetos dos urbanistas como Georges-Eugène Haussmann em Paris e Ildenfonso Cerdá em Barcelona.

No início do século XX, o Modernismo transforma a praça se transforma em um espaço vazio, desarticulado do cotidiano urbano, o que a faz deserta e apenas ocupada em situações muito particulares.

Já a praça contemporânea, a praça de hoje, tem a preocupação de recuperar o sentido de urbanidade, depois das críticas que se fizeram à cidade modernista. Nela busca-se resgatar, com certa nostalgia, os espaços das praças históricas, de modo a recuperar-lhe o sentimento de pertencimento ao cotidiano dos moradores das cidade. 

Fontes: Unicamp, Uerj e Wikipedia.com

Por Letícia Jardim Guedes da redação do Áreas Verdes das Cidades

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