domingo, 26 de junho de 2016

Parque Municipal Chácara do Jockey em São Paulo

O Parque Municipal Chácara do Jockey, visitado num domingo, fica localizado no Butantã, zona oeste da cidade de São Paulo. Foram projetadas duas intervenções na antiga área que pertencia ao Jockey Clube de São Paulo, sendo que a primeira etapa foi inaugurada em 30 de abril de 2016. O parque, ainda em desenvolvimento para o final do projeto, tem no seu total 143.500 metros quadrados de área e já reúne várias atrações.
Horário de funcionamento:
6h às 18h 
Recursos:
  Quadra poliesportiva  PlaygroundCampo de futebol AcessibilidadeProgramação culturalTrilha
Telefone:
Ainda não há 
Localização:
Rua Santa Crescência, 323, Av. Prof. Francisco Morato, altura do nº 5257 e Av. Pirajussara, altura do nº 4748, Butantã, São Paulo, SP
Ver no mapa

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Início do Inverno: Aproveite bibliotecas, museus e espaços de convivência nos parques

Biblioteca Parque Villa-Lobos

O inverno começa nesta segunda (dia 20 de junho) às 19h34 e as temperaturas devem ficar próximas da normalidade a ligeiramente acima da média durante a estação - de 6°C (nas regiões mais altas) a 20°C - e tempo seco no Sudeste do país, segundo o Climatempo. E os parques não deixam de ser uma opção de lazer para toda a família, apesar das temperaturas frias.

Além da prática de exercícios físicos, os parques também oferecem atividades culturais e divertidas em suas instalações cobertas como bibliotecas, museus e espaços de convivência para todas as idades.

Conheça alguns dos parques com atividades regulares em locais fechados (confira a programação antes de sair de casa):


Bibliotecas
O parque tem a Biblioteca Raul Bopp, gerida pela Secretaria Municipal de Cultura,que conta com um acervo de 31.000 exemplares de livros didáticos, dicionários, enciclopédias, jornais, revistas, mapas, multimídia, etc. 

A Biblioteca de São Paulo, espaço administrado pela Secretaria de Estado da Cultura, conta com mais de 35 mil obras em seu acervo. Inaugurada em 8 de fevereiro de 2010, mantém obras também em braille, audiolivro, ebooks, kindles, DVDs, CDs, além de jogos. Disponibiliza, ainda, mais de 90 computadores para o público acessar a internet (gratuitamente, durante 120 minutos diários), filmes, músicas e jogos eletrônicos. Conta com várias áreas de convivência, relaxamento e leituras.
A Biblioteca dispõe de mobiliário especial para cadeirantes e equipamentos para auxiliar a leitura dos deficientes visuais: lupa eletrônica, computadores com leitores de tela, mesa de altura regulável e adaptável. Destaque para o Poet Scan, em que é possível escanear páginas de livros, e lê-las no ritmo desejado (maior ou menor velocidade) e acompanhar o texto em braile.

A pequena biblioteca tem seu "bosque da leitura", promovido pela Secretaria Municipal da Cultura da Prefeitura de São Paulo. 

Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL) tem um bom acervo de livros, além de acesso à internet e rede WiFi por computadores, auditório para 200 lugares, acessibilidade e equipamentos de tecnologia assistiva, sala de jogos, etc. Há programação cultural para todas as idades: atividades permanentes, oficinas, cursos, eventos, exposições, saraus, etc.

Museus
 Abriga o Museu Florestal, o Núcleo de Educação Ambiental e a Estação Vida.

Você pode visitar o Museu Botânico.

Estão disponíveis os museus MAM, Museu Afro Brasil e MAC.

Casa do Grito e Monumento à Independência e a Cripta Imperial  podem ser visitadas. O Museu Paulista (conhecido como Museu do Ipiranga) está fechado para reformas.

Conheça o Museu de Meio Ambiente e Centro de Convivência e Cooperativa (CECCO), que é gerenciado pela Secretaria Municipal da Saúde.

O Museu do Tietê tem como principal objetivo contribuir para o ensino voltado para a cidadania, preservando e fornecendo para a população a possibilidade de pesquisa, estudo e apreensão da cultura. O parque abriga, também, um Centro de Recuperação de Animais Silvestres (CRAS).


Atividades diversas
Há várias atrações no local. O Aquário, Casa do Caboclo, Arena, Espaço para jogar Xadrez, Biblioteca, Espaço Leitura, Espaço Melhor Idade e Multiuso, Pergolados e o Museu Geológico.

Num prédio onde na década de 1930 era o "reformatório das meninas", está instalada agora a Fábrica de Cultura Parque Belém. O edifício está estruturado em vários espaços, para receber atividades culturais, tais como dança, teatro, música, circo, xadrez, além de ter salas de múltiplo uso, artes plásticas, facilitando inclusive a criação de outras atividades.

O parque tem uma brinquedoteca para crianças até 8 anos, o Museu do Lixo, com o que parte da população joga nas ruas, rios e na própria represa. Visa conscientizar as crianças e sensibilizar os adultos a partir do acervo do lixo recolhido no reservatório e que chega a represa por meio de rios e córregos vizinhos. Visite a Biblioteca Noêmia Alves de Siqueira, inaugurada em 2000, conta com cerca de 8.000 títulos catalogados.

Região Metropolitana de São Paulo 
O centro chamado Oficina de idéias realiza oficinas de reciclagem e reaproveitamento de materiais e também a exibe filmes sobre o tema. Há ainda o Biotério (necrotério e taxidermia de animais), Estufas e uma sala de cursos para 50 pessoas. 

O Ecomuseu, criado em 2010, tem como objetivo resgatar, valorizar, divulgar a riqueza cultural e biológica e o desenvolvimento tecnológico. O local é aberto a crianças a partir de 7 anos, com prioridade para escolas municipais, estaduais, seguida das particulares. 
Há também uma Sala Verde, que é um espaço dotado de biblioteca, videoteca e computador ligado à rede de Internet, que permite aos usuários realizar pesquisas e elaborar trabalho sobre temas ambientais.

Visite o Centro de Convivência e Cultura (CECO) e o Museu da Natureza.

Por Letícia Jardim Guedes - Redação do Áreas Verdes das Cidades


terça-feira, 14 de junho de 2016

17 de junho – Dia Mundial do Combate à Desertificação e à Seca

(Foto da  UNCCD - Crianças de Lesoto plantam árvores sob o tema de combate à desertificação)
No dia 17 de junho, comemoramos o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca. A data foi escolhida pela Assembleia-Geral da ONU em 1994, quando iniciou uma convenção sobre estes graves problemas que atingem pelo menos um quinto da população do planeta em mais de cem países.

A seca e a desertificação (perda da capacidade de renovação biológica das zonas áridas, semiáridas e subúmidas) provocam uma situação dramática de fome, morte, guerra e deslocamentos de população: em termos mundiais, 135 milhões de indivíduos correm o risco de ter de se deslocar de sua zona de origem para outra em melhores condições, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).

Além da segurança alimentar, a proteção e a regeneração das zonas áridas é fundamental para o desenvolvimento econômico mundial e a preservação da Terra.

Neste Dia, reafirmemos a nossa determinação de combater a desertificação e a degradação dos solos e de atenuar os efeitos da seca e reconheçamos que cuidar dos nossos solos significa cuidar de toda a vida na Terra.

O que você pode fazer
  • Apóie e participe de iniciativas e ações contra a destruição da caatinga e ajude a recuperar áreas de mata ciliar (beira de rios e nascentes) com espécies nativas;
  • Informe-se sobre a origem do carvão e da lenha consumida em padarias, pizzarias e churrascarias. O carvão e a lenha legalizados são produzidos de forma sustentável, através de manejo florestal. Priorize os locais que utilizem carvão e lenha legalizados. Toda retirada de madeira deve ser comunicada aos órgãos ambientais, denuncie a atividade ilegal;
  • Compre móveis feitos com madeira certificada pelo FSC (certificação florestal). Esse selo é a garantia que a madeira é oriunda de um processo produtivo ecologicamente adequado e socialmente justo, seguindo todas as leis vigentes;
  • Informe-se sobre habitações ambientalmente corretas, que aproveitam água da chuva, reutilizam água cinza, usam energia solar ou eólica e técnicas de iluminação e ventilação natural, essas informações podem ajudá-lo a adaptar a sua casa;
  • Utilize mais o transporte coletivo e a bicicleta, que poluem menos e contribuem menos para o aquecimento global. Se for usar o carro, utilize combustíveis de transição, como o álcool e o biodiesel e faça manutenção periódica;
  • Pressione os governos a investirem mais na produção de energias renováveis e eleja os que possuem discurso e prática ambientais;
  • Consuma de forma consciente: planeje suas compras, compre menos e melhor. Use só o necessário, reflita sobre suas reais necessidades. Reutilize produtos, separe materiais recicláveis e certifique-se de que o seu lixo está tendo uma destinação correta;
  • Opte por produtos ecológicos e que tenham embalagens retornáveis ou recicláveis, isso reduz o consumo da matéria-prima e o impacto do processo de fabricação.
  • Rejeite produtos com embalagens excessivas e sacolas plásticas, leve bolsas e sacolas próprias para as compras.
O que as empresas podem fazer
  •  Seguir rigorosamente as instruções normativas quanto à redução de emissão de poluentes;
  • Manter áreas vegetadas de sua propriedade, criar Reservas Particulares do Patrimônio Natural e incentivar a proteção das florestas;
  • Seguir os princípios da Responsabilidade Social Empresarial;
  • Apoiar o desenvolvimento de pesquisas que busquem soluções sustentáveis;
  • Utilizar energias limpas e deixar de queimar madeira e lenha;
  • Neutralizar suas emissões de gás carbônico;
  • Optar por arquitetura sustentável que utilize de forma eficiente iluminação e ventilação natural, reaproveitamento de água, etc.;
  • Substituir a energia poluente (petróleo, nucleares e grandes hidrelétricas) por energia sustentável (solar, eólica, pequenas hidrelétricas, biogás) e pressionar os governos a investirem mais nessas energias. 
(Fonte: Web site http://www.acaatinga.org.br/)


África
A verificação do problema da desertificação começou na década de 1970 na África, especialmente na região semiárida, ao sul do deserto do Sahara, conhecida como Sahel. A situação se caracterizava pela pobreza, fome e destruição de recursos naturais vitais (água, vegetação e solo).

Como a desertificação também se estende a todos os outros continentes (com exceção da Antártica), principalmente em países com clima árido e semiárido, parte da comunidade internacional começou a encarar a desertificação como um problema em escala mundial.

Na Conferência Internacional sobre o Meio Ambiente Humano (Estocolmo, 1972) foram discutidos inúmeros temas relativos ao meio ambiente, incluindo a catástrofe africana, representada pela grande seca do Sahel (1967-1970) e os decorrentes problemas de desertificação.

Em 1977, foi criado o Plano de Ação Mundial contra a Desertificação na Conferência das Nações Unidas sobre Desertificação (Nairóbi, Quênia). Apesar de uma maior conscientização sobre o problema, somente na Rio-92 (Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento) iniciou-se as negociações para formalizar a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação nos Países Afetados por Seca Grave e/ou Desertificação, particularmente na África (UNCCD).

A UNCCD entrou em vigor em 26 de dezembro de 1996. Hoje, 193 países são partes da Convenção. A principal obrigação desses países é elaborar um Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação, conhecido por PAN.

Brasil
O Brasil tornou-se parte da UNCCD em 25 de junho de 1997. Nas regiões secas do país se observou um avanço na desertificação devido à ocupação humana e à exploração dos recursos naturais, provocando a degradação da terra, a perda da cobertura vegetal nativa e a redução da disponibilidade de água.

As áreas suscetíveis à desertificação envolvem 11 estados, têm uma área de 1.340.000km² e uma população aproximada de 35 milhões de habitantes. 

Desde 2004, com a criação do Insa (Instituto Nacional do Semiárido), o Brasil tem um órgão especial para cuidar do combate à desertificação. Em 31 de julho de 2015 foi sancionada pela presidente Dilma Roussef a Lei nº 13.153/ 2015 que institui a Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, baseada no PAN-Brasil elaborado em 2005. A política inclui medidas como uso de mecanismos de proteção, preservação, conservação e recuperação dos recursos naturais.
(Foto do site http://www.acaatinga.org.br/)


Fontes: Ministério do Meio AmbienteInsa e UNCCD

Por Letícia Jardim Guedes - Redação do Áreas Verdes das Cidades

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Aproveite a Paulista fechada aos domingos para visitar os 2 parques da avenida

A Avenida Paulista se transformou em um dos endereços mais procurados para o lazer aos domingos na cidade de São Paulo. Seus 3 quilômetros ficam fechados para o trânsito dos carros (da Praça Oswaldo Cruz à Rua da Consolação) e os pedestres, ciclistas e skatistas podem circular livremente das 10h às 18h.

Além da pista aberta, várias opções de atividades culturais (museus, cinemas, feiras), restaurantes e bares, a avenida também tem dois parques abertos para os visitantes: o Parque Trianon e o Parque Prefeito Mário Covas.

O Parque Trianon ou Parque Tenente Siqueira Campos está entre as alamedas Peixoto Gomide e Casa Branca, está na altura do número 1540 da Avenida Paulista, bem em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo). É um dos parques mais tradicionais de São Paulo – fundado em 1892, com a abertura da avenida.

O parque contrasta com a selva de pedra de seu entorno: preserva diversos tipos de vegetação e fauna (principalmente pássaros), tem pistas de caminhada e cooper em praticamente toda sua área (a maioria com belas pedras portuguesas), playground para crianças e aparelhos de ginástica (Espaço Academia ao Ar Livre).

As esculturas são outra atração do parque - "Fauno", de Victor Brecheret, e "Aretusa" de Francisco Leopoldo Silva.

Importante: não é permitida a utilização de skates, patins, patinetes, bicicletas e equipamentos similares no interior do parque, mas há bicicletários nas entradas para guardá-las.


Na esquina com a Alameda Ministro Rocha de Azevedo (número 1853 da Avenida Paulista) fica o Parque Prefeito Mário Covas, um dos menores da capital. 

O parque é uma área de descanso com pérgula, bancos, mesas, bicicletário e banheiros. Em uma pequena trilha há árvores que restaram da Mata Atlântica original, que faziam parte da casa onde o paisagista Burle Marx nasceu em 1909.

A avenida ainda tem diversas opções de lazer. Confira clicando sobre os nomes para acessar os sites:

Avenida Paulista, 1578

Avenida Paulista, 37

Avenida Paulista, 149

Avenida Paulista, 1313

Avenida Paulista, 900

Rua Augusta, 1470 e 1475

Avenida Paulista, 2064
Avenida Paulista, 2300

Rua da Consolação, 2423

Rua Treze de maio, 1947

Avenida Paulista, 1230

Conjunto Nacional - Avenida Paulista, 2300

Avenida Paulista, 509

Avenida Paulista, 901

Com informações da CET-SP: http://www.cetsp.com.br/consultas/ruas-abertas-av-paulista.aspx

Leticia Jardim Guedes - Redação do Áreas Verdes das Cidades

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Confira os parques com playground para criançada em São Paulo

O Áreas Verdes das Cidades listou, entre os que resenhou, os parques que têm playgrounds na cidade de São Paulo para a as crianças fazerem atividades físicas e brincarem ao mesmo tempo. A lista foi retirada dos 138 parques já visitados pelo site.

Os playgrounds trazem muitos benefícios para as crianças. Além de aproveitarem as atividades ao ar livre e terem contato com a natureza, as crianças desenvolvem a coordenação motora, noções de espaço e tempo e habilidades físicas.

Gangorras e escorregadores estimulam a capacidade de equilíbrio e de movimento, como subir e descer. Correr e chutar a bola são atividades que fortalecem diferentes grupos musculares. Sem contar ainda a importância de tomar sol para metabolizar vitamina D no organismo, fundamental para incorporar o cálcio nos ossos”, diz o pediatra Gerson Matsas em entrevista à Revista Crescer.

O playground é também um espaço de socialização, segundo a psicóloga Patrícia Bertolini Izidório. "Negociar regras, entender que nem sempre ganhamos, criar normas para os jogos, respeitar as dificuldades dos outros e acolher novas pessoas são habilidades sociais aprendidas com a brincadeira", afirma a psicóloga.

Como qualquer outro local em que há crianças, os adultos devem sempre supervisionar suas atividades, principalmente se os aparelhos usados oferecem risco de queda.

Nas diferentes regiões da cidade de São Paulo, 73 parques visitados pelo site (até maio de 2016) têm playground para as crianças. Confira a lista:

Zona Leste 


Itaquera
Jardim das Oliveiras
Tatuapé
Vila Curuçá Velho – Itaim Paulista
Vila Formosa
Vila Jacuí
Vila Prudente
Vila Sílvia


Zona Oeste

Aclimação

Alto de Pinheiros
Butantã
Jardim Previdência
Jardim Rolinópolis
Perdizes
Perus
Sumaré
Vila Albano
Vila Gomes
Vila Hamburguesa
Jardim Itacolomi
Jardim Herculano
Jardim Guarapiranga
Vila Andrade
Vila Guarani
Vila Nova Conceição

Zona Norte

Jaraguá

Jardim Felicidade
Jardim São Paulo
Higienópolis
Luz
Vila Mariana

Por Letícia Jardim Guedes - Redação Áreas Verdes das Cidades

quarta-feira, 1 de junho de 2016

5 de Junho - Dia Mundial do Meio Ambiente 2016

Desde o seu início, em 1974, o Dia Mundial do Meio Ambiente (DMMA) desenvolveu-se e tornou-se uma plataforma para a sensibilização e tomada de ação relativamente a assuntos cada vez mais urgentes, desde a poluição marinha ao aquecimento global, passando pelo consumo sustentável e o crime contra a vida selvagem. Milhões de pessoas em todo o mundo sentiram-se motivadas a agir pelo "dia das pessoas" e unem cada vez mais as suas atividades num movimento global, através do website em constante expansão do DMMA e das redes sociais.

anfitrião das celebrações do DMMA 2016 é Angola, um país que procura restaurar as suas manadas de elefantes, conservar a vida selvagem de África, rica em biodiversidade, e proteger o meio ambiente enquanto continua a reconstruir o país ao fim de mais de um quarto de século de guerra civil.

O tema do DMMA de 2016 é a luta contra o tráfico ilegal da vida selvagem.

"É com prazer que Angola recebe o Dia Mundial do Meio Ambiente, que se concentrará num assunto importante para nós", disse a Ministra do Ambiente angolana Maria de Fátima Jardim. "O tráfico ilegal de vida selvagem, especialmente o tráfico de marfim e de corno de rinoceronte, é um grande problema em todo o nosso continente. Ao recebermos este dia de celebração e de sensibilização pública, procuramos enviar a mensagem clara de que essas práticas serão em breve erradicadas."

Angola tem grandes riquezas ambientais, como uma costa intocada e florestas e prados comparáveis aos que atraem muitos turistas para os seus vizinhos Namíbia e Zâmbia.

A vida selvagem do país inclui leões, grandes primatas e a palanca-negra-gigante, uma espécie ameaçada que se encontra apenas em Angola e que foi considerada ameaçada pela União Internacional para a Conservação da Natureza. Espera-se que o Grande Censo de Elefantes revele os resultados do estudo de Angola nos próximos meses. As aves incluem o Papagaio-Cinzento africano, cujo declínio em todo o continente se atribui à caça ilegal para serem comercializados como animais de estimação.

O governo lançou recentemente várias iniciativas para promover a conservação e para uma aplicação mais rígida da lei.

Para demonstrar o seu empenho em pôr fim à caça ao elefante, no ano passado Angola apresentou um Plano de Ação Nacional de Marfim como parte da sua participação na CITES, a convenção internacional promovida pelo PNUMA, destinada a impedir que o comércio de animais e plantas selvagens ameace a sua sobrevivência.

O plano inclui fortes penas para a caça e o tráfico de marfim, bem como policiamento mais forte, incluindo mais formação para os guardas da vida selvagem e o destacamento de uma unidade de combate ao crime contra a vida selvagem no aeroporto internacional na capital, Luanda.

Em Março, os oficiais apresentaram um projeto que bania a venda de marfim, decisão que poria fim à venda livre de artefactos em marfim no movimentado mercado de Benfica, em Luanda.

Angola também está a debater o estabelecimento de vastas áreas de conservação que atravessam as fronteiras, incluindo uma que abrangeria o delta de Okavango no Botsuana, rico em vida selvagem, e uma outra que incorporaria a Costa dos Esqueletos, na Namíbia.

Angola está a abraçar este plano ambicioso - e o papel de destaque como anfitrião do DMMA - ao mesmo tempo que continua a sua reconstrução após uma longa e danosa guerra civil que só terminou em 2002.

O país pode focar-se noutras nações africanas, especialmente destinos para safaris, e nas receitas crescentes que obtêm com o ecoturismo, para apreciar o valor de proteger o meio ambiente e as espécies icónicas da caça e tráfico ilegais.

Com o crime organizado cada vez mais envolvido no comércio, os especialistas também avisam que o tráfico também representa o perigo de aumento da corrupção e da falta de segurança nos países de origem.

Vejam a seguir uma sinopse anual dos acontecimentos mais relevantes desde a criação do DMMA:

1972> A Assembleia Geral das Nações Unidas designa o dia 5 de junho como o Dia Mundial do Meio Ambiente (DMMA), para assinalar o primeiro dia da Conferência de Estocolmo sobre o Meio Ambiente Humano. Outra resolução, adoptada pela Assembleia Geral no mesmo dia, conduz à criação do PNUMA.

1974> O DMMA é celebrado pela primeira vez com o slogan "Só Uma Terra".

1977> O PNUMA aproveita o dia para destacar a preocupação com a camada do ozono, estabelecendo uma tendência do DMMA para gerar apoio inicial vital para problemas ambientais críticos. São precisos mais dez anos para ser selado o importante Protocolo de Montreal sobre as Substâncias que Empobrecem a Camada de Ozono.

1979> O tema do DMMA "Apenas um Futuro para os Nossos Filhos" coincide com o Ano Internacional da Criança. Pela primeira vez, o DMA ecoa formalmente um ano internacional designado pelas Nações Unidas, padrão que se torna comum à medida que os problemas ambientais vão subindo no quadro de interesses globais.

1981> O DMMA atrai a atenção para a forma como os químicos tóxicos afectam as águas subterrâneas e as cadeias alimentares. No ano seguinte, o Concelho Governante do PNUMA adopta o Programa de Montvideo, estabelecendo prioridades para o desenvolvimento de leis globais que conduzem a importantes acordos internacionais que restringem ou eliminam uma variedade de químicos e poluentes perigosos.

1986> O tema do DMMA "Uma Árvore para a Paz" coincide com o Ano Internacional da Paz. De modo a reflectir o perfil crescente do DMMA, líderes políticos e religiosos, incluindo o Presidente francês François Mitterand, o primeiro-ministro indiano Rajiv Gandhi e Yoweri Museveni do Uganda participam numa "Cerimónia Global" plantando uma árvore e reafirmando as ligações entre o conflito e a destruição ambiental.

1987> O PNUMA assinala o Dia Mundial do Meio Ambiente na sua sede em Nairóbi, no Quénia, apresentando o primeiros dos seus prémios Global 500 a promotores do meio ambiente que incluíram Wangari Maathai. Os prestigiados prémios tornam-se uma parte fixa das celebrações do DMMA até 2003.

1988> As celebrações principais do DMMA começam a rodar pelo mundo, começando em Banguecoque, na Tailândia. O tema "Quando as Pessoas Põem o Meio Ambiente em Primeiro Lugar, o Desenvolvimento Dura" surge um ano depois de o Relatório Brundtland expor o seu plano influente para a sustentabilidade.

1989> Um ano depois do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, as celebrações do DMMA, recebidas por Bruxelas, na Bélgica, ecoam a preocupação crescente com o aquecimento global. O tema é revisitado mais do que qualquer outro nos DMA subsequentes.

1992> O DMMA é celebrado no Rio de Janeiro, no Brasil, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente e o Desenvolvimento, mais conhecida como a Cimeira da Terra. As nações negoceiam importantes tratados sobre a mudança climática, a desertificação e a biodiversidade, e estabelecem um percurso para o desenvolvimento sustentável contemporâneo.

1993> A China recebe as celebrações do DMMA em Pequim, sensibilizando o povo da nação mais populosa do mundo para o ambiente com o tema "Pobreza e o Meio Ambiente - Quebrar o Ciclo Vicioso". O evento regressa à China em 2002, recebido pela cidade de Shenzen.

1995> A África do Sul recebe as celebrações do DMA um ano depois de Nelson Mandela se tornar presidente. Mandela participa nas celebrações formais, atraindo grandemente a atenção internacional para os temas ambientais. Um ano antes, o líder anti-apartheid usou o DMMA para declarar a Table Mountain da África do Sul como "uma dádiva para a Terra" e para demonstrar o compromisso do seu país para com a Convenção sobre a Diversidade Biológica.

1996> O activista nigeriano Ken Saro-Wiwa recebe um prémio Global 500 póstumo durante as celebrações do DMMA em Ancara, na Turquia. Com o prémio, o DMMA destaca a ligação entre os direitos humanos e o meio ambiente.

1998> O DMMA chama a atenção para o ambiente marinho pela primeira vez, usando o tema "Pela Vida na Terra – Salvar os Nossos Mares", de modo a apoiar o Ano Internacional do Oceano. Moscovo, na Rússia, recebeu as celebrações.

2000> O PNUMA lança o primeiro website do DMMA completamente desenvolvido, tornando mais fácil para as pessoas em todo o mundo registar as suas actividades e construir um sentimento de comunidade global. Os principais eventos do DMMA têm lugar em Adelaide, na Austrália, sob o tema "O Milénio do Ambiente – Hora de Agir", em preparação para a cimeira internacional que estabeleceu as Metas de Desenvolvimento do Milénio.

2001> O Secretário-Geral Kofi Annan escolhe o DMMA para lançar formalmente a Avaliação do Milênio de Ecossistemas, um esforço internacional para construir um mapa da saúde do planeta. Reflectindo o tema "Ligar-se à World Wide Web da Vida", as festividades internacionais do DMA tiveram lugar em várias cidades: Turim, em Itália, e Havana, em Cuba, bem como Hue, no Vietname, e Nairóbi, no Quénia.


2003> As principais celebrações do DMMA têm lugar em Beirute, no Líbano, a primeira vez que têm lugar no mundo árabe. O tema "Água – Dois Biliões de Pessoas Estão a Morrer por Ela!" é escolhido para apoiar o Ano Internacional da Água Doce.

2005> O DMMA tem lugar na América do Norte pela primeira vez, com São Francisco a receber centenas de eventos em torno do tema "Cidades Verdes: Planear para o Planeta". O perfil do DMMA no ano do Protocolo de Kyoto e o lançamento Avaliação do Milénio dos Ecossistemas são elevados pela participação do anterior Vice-Presidente dos EUA., Al Gore, e do anterior Mayor de São Francisco, Gavin Newsom.

2006> Uma década depois a entrada em vigor da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, o DMMA lembra-nos das pressões que sofrem as terras secas quando Argel, na Argélia, recebe as celebrações com o slogan "Desertos e Desertificação – Não Desertem as Terras Secas!"

2007> O tema “Gelo Derretido? – Um Assunto Quente”, recebido por Tromsø, na Noruega, assinala o primeiro de três anos consecutivos em que o DMMA chama a atenção para a mudança climática, no mesmo ano em que o Quarto Relatório de Avaliação do IPCC declarou que o aquecimento do clima é um facto inequívoco.

2010> A Iniciativa Legado do DMMA angaria mais de 85 000 dólares para a conservação dos gorilas e para a iluminação solar em aldeias por todo o país anfitrião, o Ruanda. O DMA usa uma competição global online para dar nome a vários gorilas bebés, atraindo a atenção para o seu estatuto ameaçado durante o Ano Internacional da Biodiversidade.

2011> O primeiro Desafio do DMMA vê o actor Don Cheadle atrair mais seguidores online do que a top model Gisele Bündchen, que é obrigada pela perda a criar uma floresta. No ano seguinte, Gisele planta as primeiras 50 000 árvores no Parque Municipal de Grumari no Rio de Janeiro.

2012> Vinte anos depois da Cimeira da Terra, o Rio de Janeiro, no Brasil, torna-se a primeira cidade a receber o DMMA pela segunda vez. O tema do DMMA "Economia Verde: Ela Inclui-te?" amplifica a Iniciativa Economia Verde liderada pelo PNUMA. O website do DMMA regista mais de 4,25 milhões de visitas, um novo recorde.

2014> O tema do DMMA "Eleve a Sua Voz, Não o Nível do Mar!" sensibiliza as pessoas para os perigos enfrentados pelos países insulares graças à mudança climática. No ano seguinte, os pequenos estados insulares chegam a um acordo nas palestras sobre o clima em Paris, para procurarem atingir o ambicioso objectivo de limitar o aumento da temperatura média global a 1,5 C.

2015> O DMMA torna-se viral: recebido por Milão, em Itália, com o tema "Sete Biliões de Pessoas. Um Planeta. Consuma com Cuidado", o DMMA é o assunto mais popular no Twitter em mais de 20 países; mais de 500 vídeos sobre o DMMA são publicados no YouTube, incluindo excertos de notícias, documentários televisivos, imagens de eventos, vídeos musicais e animações.


Fontes dos textos e Links relacionados:
- Dia Mundial do Meio Ambiente - http://www.wed2016.com/pt/hist%C3%B3ria
- Angola como país anfitrião do DMM 2016 - http://www.wed2016.com/pt/angola-2016-pt


Vejam, a seguir, os cartazes alusivos ao DMMA de 2016: