sábado, 12 de março de 2016

Parque Ibirapuera em São Paulo

Após várias visitas em dias úteis e finais de semana, relatamos a seguir, desde a infraestrutura até a história do Parque Ibirapuera, que fica na Zona Centro-Sul de São Paulo e tem uma área de 1.584.000 e uma grande diversidade de serviços de lazer para a população em geral. Nos domingos chega a receber 150.000 frequentadores (é o parque mais visitado de São Paulo), número maior do que a população de muitas cidades brasileiras. O Parque Ibirapuera foi considerado um dos 10 melhores parques do mundo de acordo com o jornal inglês "The Guardian" em edição de agosto de 2015.
Horário de funcionamento:
5 à 24h, sendo que os portões 2, 3, 5 e 10 permanecem abertos durante todo esse período. O portão 7A das 7 às 17h. Os de números 7, 8 e 9A das 6 às 20h. Os portões 4, 6 e 9 das 5 às 22h.
Atenção! O parque fica aberto das 5h de sábado até as 24h de domingo. A entrada de 0h às 5h de domingo é feita pelo portão 2, localizado na Avenida Pedro Álvares Cabral.
Recursos:
  Quadra poliesportiva   Campo de futebol   Playground   Trilha   Lanchonete   Estacionamento   Ciclovia   Programação cultural   Acessibilidade
Telefones:
(11) 5574-5045/5505     
Localização:
Avenida Pedro Álvares Cabral, S/n°, Vila Mariana
Ver no mapa

Avaliação geral para o parque: (0 a 5): 4,7 

O parque tem cerca de 380 funcionários e sua administração gerencia um orçamento anual de quase R$18 Milhões.

Os pedestres podem entrar pelos portões 2, 3, 4, 6, 7A e 10. Ver mapa abaixo com a localização dos portões.

Para ir ao Parque Ibirapuera há inúmeras linhas de ônibus que passam muito próximas às suas várias entradas e que podem ser utilizadas (v. aqui). 
Para saber outros números de linhas, fornecendo origem e destino, ligue para o telefone 156  da PMSP ou pelo site da Sptrans (clique aqui).

Caso vá de carro, consulte o link "Ver no mapa" no box ao lado e trace seu roteiro.

Para estacionar veículos, entrem pelo portões 3 ou 7 do parque, acessando aos bolsões existentes. Salientamos que  o estacionamento é pago (Zona Azul). Uma folha do talão, diferentemente do normal, dá direito a 2 horas. A nova sistemática a partir de setembro/2013, para os fins de semana é que aos sábados, os motoristas poderão entrar no parque até às 22h. A partir da meia-noite do sábado, os motoristas deverão retirar seus carros. A opção para os motoristas será parar nos bolsões atrás da Assembléia Legislativa. Há também ruas próximas, onde se pode estacionar (atenção para as placas existentes, pois em alguns locais é exigida folha de Zona Azul preenchida, mesmo aos domingos).
Atenção! Nos finais de semana pode ser utilizado gratuitamente o estacionamento da Assembleia Legislativa de SP, com entrada e saída pela Avenida Sargento Mário Kozel, funcionando das 8 às 18h. Exige-se na entrada do estacionamento mostrar o documento do carro e a carteira de motorista.

No aspecto segurança, durante o dia, observamos a presença de vigias e policiais da GCM, transmitindo tranquilidade aos usuários do parque. À noite redobre a atenção ao entrar e sair do local, especialmente pelo portão 7, pois o caminho é um pouco ermo até as pistas internas.

Não há restrições à entrada de animais domésticos (desde que estejam presos com guia e focinheira para os "bravos"), bem como a skates, bicicletas e assemelhados

Recomendamos muita atenção, especialmente nos finais de semana de grande movimento de visitantes, quanto ao tráfego de bicicletas que deveriam andar unicamente pelas ciclofaixas, mas que nem sempre seus condutores cumprem isso. Infelizmente, a recíproca também é verdadeira (pedestres invadem as ciclofaixas). Há casos de acidentes por essa causa. Com crianças, o cuidado deve ser redobrado, quando próximas das ciclofaixas ou ao atravessá-las!

Infraestrutura
Pista de Cooper (1,5 Km), ciclofaixa de 3Km, trilhas (a do perímetro tem 6 Km), parque infantil, quadras esportivas, sanitários, Viveiro Manequinho Lopes, Planetário e Escola Municipal de Astrofísica Professor Aristóteles Orsini, Pavilhão Japonês, Museu de Arte Moderna (MAM), Universidade Aberta de Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPAZ), Museu Afro-Brasil, Herbário, Jardim de Esculturas, Fundação Bienal e o Auditório Ibirapuera. Praça Burle Marx, Fonte Multimídia, lanchonetes, restaurante, sorveteria, banca de jornais e revistas, áreas de estar, bicicletário com aluguel de bicicleta, serraria (local utilizado para práticas corporais), sanitários (inclusive para pessoas com necessidades especiais), Praça da Paz, Escola de Jardinagem e Centro de Convivência e Cooperativa (CECCO Ibirapuera).

Quanto à fauna o parque tem 163 espécies de animais detectados. Aranhas, peixes, anfíbios, cágados, gambás, morcegos e 142 espécies de aves. Já foram observadas espécies migratórias como colhereiro, cabeça-seca, marreca-parda, que voam por longas distâncias e descansam nos ambientes deste parque. Aves ameaçadas de extinção como o papagaio-verdadeiro, maracanã-nobre e a araponga visitam o parque em busca das arvores frutíferas. Por ser uma ilha verde em meio à metrópole acaba fornecendo área de descanso para as aves que realizam deslocamentos, a exemplo das visitas da araponga na primavera. Chegam também aves migratórias como o falcão-peregrino, as incansáveis juruviaras, andorinhão-de-coleira e andorinhão-do-temporal. A fauna é rica em psitacídeos (papagaio, periquitos e maitacas), beija-flores, pica-paus e pombos silvestres. Há registros interessantes como o gavião-de-cauda-curta, gavião-de-cabeça-cinza, papa-lagarta, sabiá-ferreiro e o arapaçu-do-cerrado. Recentemente foram detectados o curiango, a curicaca e o periquito-tiriba, este último espécie endêmica de Mata Atlântica.

Sua vegetação implantada é constituída de eucaliptal com sub-bosque, jardins, bosques heterogêneos e gramados, com alamedas de figueira-lacerdinha, seafórtia, alecrim-de-campinas, ipê-rosa, chichá e alfeneiro. Há conjuntos de sete-capotes, jaqueira, pinus e carvalho-brasileiro, e exemplares isolados de espécies nativas e exóticas como pau-ferro, banyan-da-índia, pau-brasil e tamareira-das-canárias. Num trecho do Córrego do Sapateiro há vegetação ribeirinha espontânea protegida por uma cerca.

Para ver a programação geral do parque (esportiva e cultural), que aliás é intensa e diversificada, clique aqui.

História
No início da colonização, a região do Ibirapuera (em tupi-guarani Ypy-ra-ouêra = pau pôdre ou árvore apodrecida), era uma aldeia indígena, que compreendia uma vasta área de terras que iam além do bairro de Santo Amaro. Com o crescimento da Província, a planície passou a ser uma área de chácaras e pastagens, destinada às boiadas que seguiam para o Matadouro Municipal, localizado no bairro da Vila Mariana, e para os animais que puxavam os carros do Corpo de Bombeiros da cidade, tanto que o local era chamado de Invernada dos Bombeiros. Em 1906, uma lei estadual transferiu a área para o Município de São Paulo.

No final da década de 20, o Prefeito Pires do Rio decidiu criar um parque semelhante aos existentes na Europa, como o "Bois de Bologne" em Paris ou o "Hyde Park" em Londres. Mas como o terreno era alagadiço, um funcionário da prefeitura, Manuel Lopes de Oliveira, conhecido como Manequinho Lopes, iniciou um 1927 o plantio de centenas de eucaliptos australianos, com a finalidade de drenar o solo e eliminar o excesso de umidade. Também plantou um grande número de espécies ornamentais e exóticas, destinadas a arborizar as ruas e praças da cidade, e cujas mudas também eram distribuídas à população.

Dessa paixão de um modesto e esforçado funcionário da Prefeitura pelas plantas, o que era um charco virou paisagem. Nascia, assim, o embrião do Parque do Ibirapuera, com um raro acervo de árvores e plantas que hoje encantam seus visitantes e frequentadores.

Em 1951, faltando três anos para a comemoração do IV Centenário, da cidade de São Paulo, uma comissão mista, composta por representantes da Prefeitura, do Estado e da iniciativa privada é instituida pelo Governador Lucas Nogueira Garcez e pelo Prefeito Armando de Arruda Pereira para que o Parque do Ibirapuera se tornasse o marco desta data. Sob o comando de Francisco Matarazzo Sobrinho, o "Cicillo", esta comissão elaborou um programa de prioridades para o Parque. A ideia central que norteava esta obra seria de unir a modernidade urbana através de uma arquitetura arrojada com um projeto paisagístico não menos avançado. Para tanto, o arquiteto Oscar Niemeyer se responsabilizou pelo projeto arquitetônico. Já o projeto paisagístico ficou sob a responsabilidade de Otávio Augusto Teixeira Mendes.

Apesar de todos os esforços visando inaugurar o parque em 25 de janeiro de 1954, data do IV Centenário de São Paulo, isto somente viria acontecer em 21 de agosto de 1954 (Aniversário do Parque do Ibirapuera, data em que foi entregue à população). Na ocasião, 13 Estados e 19 países estiveram presentes na festividade montando 640 estandes. Um dos participantes, o Japão, chegou a construir uma réplica do Palácio Katura, com material importado e que é uma das atrações hoje do Parque, atualmente chamado de Pavilhão Japonês.

Vale a pena
  • Percorrer a pista de Cooper com seus 1,5 Km e trilha do Perímetro ou Gradil com 6 Km;
  • Almoçar no restaurante ao lado do MAM (além de boa comida, a vista do parque é muito bonita);
  • Atravessar a Ponte de Ferro sobre os lagos;
  • Visitar o Viveiro Manequinho Lopes com suas estufas;
  • Assistir aos eventos musicais/culturais nas diversas áreas disponíveis no parque; 
  • Caminhar tranquilamente a beira dos lagos, admirando a paisagem e as aves;
  • Visitar o Pavilhão Japonês, especialmente, na ocasião da florada das cerejeiras (julho/agosto) e
  • Percorrer o Jardim de Esculturas, em frente ao MAM, observando as 30 obras que estão no local.
Ver abaixo, vídeo feito no parque por ocasião de várias visitas feitas por este site.

O vídeo a seguir foi feito por ocasião da florada das cerejeiras no parque em agosto de 2012.

Seguem fotos tiradas em dias distintos de visitas ao parque.








Florada das Cerejeiras próximas ao Pavilhão Japonês (Agosto/2012)


Florada das Cerejeiras próximas ao Pavilhão Japonês (Agosto/2012)


Artistas e Obras constantes do Jardim

Localização do Jardim
Árvores (Pau Ferro) no interior do parque

Monumento à Tamandaré

Panorâmica do Monumento à Tamandaré

Sino do Encouraçado São Paulo

Monumento à Tamandaré


Escola Municipal de Astrofísica

Escola Municipal de Astrofísica

Panorâmica da Escola Municipal de Astrofísica

Panorâmica da Escola Municipal de Astrofísica



Escola Municipal de Astrofísica

Escultura na entrada da Escola Municipal de Astrofísica

Escultura na entrada da Escola Municipal de Astrofísica

Flamingo


Pista no interior do parque
Visão panorâmica do lago e pistas

Pista e ciclofaixa (à direita)


Carro com policiais da GCM patrulhando o parque











Ciclofaixa

Ponte de Ferro





Ponte de Ferro



Planetário










Entrada do Auditório Ibirapuera (Fachada Norte)


Auditório Ibirapuera (Fachada Sul). Há apresentações para o público ao ar livre.



Praça do Leão

Administração do Parque

Estacionamento

Oca










Planetário

Ponte de Ferro
















Projeto "World Bike Tour" quando esteve em São Paulo


Projeto "World Bike Tour" quando esteve em São Paulo

Projeto "World Bike Tour" quando esteve em São Paulo









Pista de Cooper

Pista de Cooper










Ciclofaixa

Sanitário





Sanitário

Pista de Cooper




Escola de Jardinagem_Campo Experimental





Painel para divulgar exposição no MAM




Entrada para o MAM e Restaurante


Painel para divulgar exposição no MAM

Entrada do MAM e Restaurante

As fotos a seguir foram feitas no outono de 2012:







Monumento às Bandeiras de Victor Brecheret















Reprodução da escultura "Laocoonte", de Agesandro, Atenodoro e Polidor. Original fica no Vaticano.



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3 comentários:

  1. O projeto paisagístico do parque é, na verdade, de Roberto Burle Marx.

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    1. Não, caro internauta, o projeto paisagístico do Parque Ibirapuera, devidamente verificado com a SVMA da Prefeitura de São Paulo, é de Otávio Augusto Teixeira Mendes, conforme consta da sinopse histórica neste site. Abs

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