Uma pesquisa do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo) indica que a conexão entre o contato com a natureza e a melhora da saúde física e mental depende também de fatores como segurança, conservação apropriada, a biodiversidade e o acesso mais fácil das áreas verdes.
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Diversos estudos demonstram a melhoria da saúde pelo contato com áreas naturais. Um dos mais recentes, demonstra que a frequência a estes ambientes regula o nível do cortisol (medido pela saliva) e, assim, há redução da pressão arterial, melhoria no sistema imunológico e diminuição da irritabilidade, ansiedade e dificuldade de concentração, além de aumento da sensação de bem-estar.
Entretanto, a pesquisa da bióloga Karla Morato aponta que esta relação não é tão simples. Um parque malconservado, de difícil acesso e sem segurança pode não oferecer os mesmos benefícios que um espaço verde planejado, preservado e acessível.
“Quando a gente pensa no contato com a natureza como um meio promotor da saúde, exige que olhe muito além de simplesmente focar na quantidade de verde. É preciso investir, na verdade, na qualidade ecológica e garantir a segurança desses espaços", diz Karla Morato.
O benefício ambiental, como a redução do calor e a melhoria da qualidade do ar, é outra vantagem imprescindível da manutenção das áreas verdes, principalmente nas cidades.
"A questão é pensar em políticas públicas que integrem tudo isso", conclui Karla Morato.
Com informações do Jornal da USP e Conexão entre natureza e saúde mental em paisagens
urbanas e rurais: determinantes ambientais e sociais





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