quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Estufas do Viveiro Manequinho Lopes no Parque do Ibirapuera são reformadas; Veja as novas fotos!


O Viveiro Manequinho Lopes, que fica dentro do Parque do Ibirapuera, na região central de São Paulo, teve 2 de suas 10 estufas reformadas pela iniciativa privada e entregues à população. O site Áreas Verdes das Cidades visitou o viveiro e fotografou a renovação. Confira as fotos!

Segunda Secretaria do Verde e Meio Ambiente, a reforma total do Viveiro Manequinho Lopes segue até 2020. O restauro de mais 4 estufas acontece no próximo ano e a parte final, a reforma das estufas 7 a 10, tem previsão para o início em 2020.

Veja a lista completa dos parques e praças visitados, fotografados e resenhados pelo site Áreas Verdes das Cidades no Brasil e no exterior

O Viveiro Manequinho Lopes responde pela produção média mensal de 67.000 mudas ornamentais em 10 estufas, cuja função é absorver o calor vindo de fora para manter a temperatura interna condicionada conforme a proteção das espécies e protegê-las contra as intempéries. Com o controle médio da temperatura, é possível garantir o desenvolvimento das plantas após a semeadura em condições uniformes até sua chegada ao campo. 

Como o Viveiro Manequinho Lopes fica dentro do Parque do Ibirapuera, toda a infraestrutura do parque está à disposição do visitante (banheiros e bebedouros limpos e cuidados, seguranças atentos, bons bolsões para estacionamento de veículos, etc...). 

Viveiro Manequinho Lopes

Horário de funcionamento:
7h às 16h, exceto aos sábados, domingos e feriados (fechado)
 Telefones:
(011) 3887-7723/6761
Localização:
Av. Quarto Centenário, 1288
 Vila Mariana
Ver no mapa

Como chegar ao Viveiro Manequinho Lopes - Parque do Ibirapuera

  1. Ônibus - utilize os mesmos que servem ao Parque Ibirapuera (v. aqui), pois como informamos, o viveiro fica dentro desse parque.
  2. Carro - consulte o link "Ver no mapa" e trace seu roteiro. O estacionamento mais próximo do viveiro é o do Portão 7 do parque, que fica na Avenida República do Líbano.

História do Viveiro Manequinho Lopes
O funcionário público Manoel Lopes de Oliveira Filho, conhecido como Manequinho Lopes, plantou eucaliptos em 1927 na região do Ibirapuera com a finalidade de drenar a recuperar o solo da área, muito alagadiço e pantanoso. Assegurou, assim, à prefeitura a posse de terrenos onde mais tarde seria o Parque Ibirapuera. 

No ano seguinte, criou um viveiro de plantas ornamentais e exóticas, que se tornou atração turística do parque. Plantaram-se árvores como o pau-de-ferro, ipê, pau-brasil, pau-jacaré, tipuana, flamboyant, plátano, magnólia e canela. Em 1939, o viveiro recebeu o nome de Manequinho Lopes. Em 1992, um convênio entre a Prefeitura, o Banco Real e a Fundação Roberto Marinho possibilitou a reforma do Viveiro Manequinho Lopes com projeto do paisagista Burle Marx.

Na década de 1920, o Prefeito José Pires do Rio decidiu criar um parque nos moldes dos parques europeus, numa várzea que se chamava, em tupi, Ypy-ra-ouêra, ou pau podre. Manuel Lopes de Oliveira, o Manequinho Lopes, entomologista e jornalista, foi o primeiro administrador dessa área. Ali foram plantados eucaliptos australianos para drenar o solo da várzea, bem como diversas espécies ornamentais nativas e exóticas, destinadas à arborização da cidade e de seus parques e jardins. Organizou o viveiro semeando árvores como Pau-ferro, Ipê, Pau-Brasil, Tipuana, Pau-Jacaré e Sibipiruna, além de plantas arbustivas e herbáceas, notadamente floríferas.

Em 1934, Manuel Lopes foi indicado Chefe da Divisão de Matas, Parques e Jardins. Com seu conhecimento, prestou inúmeros serviços e distribuiu beleza pela cidade. Após seu falecimento, em fevereiro de 1938, o viveiro foi batizado com seu apelido – Manequinho Lopes – através de um decreto do prefeito Fábio Prado, de 14 de março de 1938. O trabalho de Manequinho teve continuidade através de Arthur Etzel, que administrou o viveiro por mais de 50 anos.

Durante as décadas de 1940, 50 e 60, o trabalho de ajardinamento, arborização urbana e manutenção de áreas verdes ficou a cargo dessa Divisão, sendo o Viveiro Manequinho Lopes o responsável pelo fortalecimento de plantas ornamentais, frutíferas e hortaliças, além de contar com complexa estrutura de carpintaria, serraria, oficina etc.

No início dos anos 1950, uma comissão foi nomeada para organizar os festejos do IV Centenário de fundação da cidade, e resolveu construir um grande parque, com função social e recreativa, numa imensa área verde. Em 21 de agosto de 1954, foi criado o Parque Ibirapuera em torno do Viveiro Manequinho Lopes. Ainda hoje os eucaliptos plantados no Viveiro marcam a paisagem do Parque Ibirapuera.

Em 1993, Burle Marx elaborou um novo projeto para o Viveiro, visando reintegrá-lo ao Parque Ibirapuera e valorizar suas edificações e árvores notáveis. Ao redor de cada estufa estão plantadas matrizes de espécies que permitem não só a sua reprodução nos canteiros, como também a sua valorização paisagística.

A partir da reforma proporcionada pelo projeto de Burle Marx, o Viveiro ocupa uma área de 48.000 m², divididos em 97 estufins, 32 quadras de produção, 2 ripados e 10 estufas, utilizados na produção de arbustos, herbáceas, plantas de interior, confecção de vasos e jardineiras, os quais são fornecidos para as unidades municipais. Na Praça do Viveiro, Burle Marx optou pela introdução de novas espécies. Assim, os coloridos canteiros ao redor do galpão da antiga serraria são matrizes de novas espécies que podem ser reproduzidas. O galpão da antiga Serraria teve a sua estrutura totalmente recuperada.


É proibida a entrada/uso de bicicletas, skates e assemelhados, empinar pipas, praticar jogos coletivos, etc.

Para mais informações, inclusive quanto aos passeios monitorados, ligue para os telefones (11) 3887-7723 ou (11) 3887-6761.


Vídeo de visitas feitas ao Viveiro Manequinho Lopes


Fotos do Viveiro Manequinho Lopes

Viveiro Manequinho Lopes






Ceboleiro ou Umbu com 36 anos de idade


























2 comentários:

  1. IVAN SCHWARZ04/10/2018 11:27

    Linda historia do parque do inicio ate hoje.

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  2. Aprendi muito com a reportagem. Ela foi clara, e objetiva. Precisamos disso.

    Abraço forte,
    Abel Limãos

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