quinta-feira, 7 de junho de 2012

Parque Jardim da Luz em São Paulo

Parque Jardim da Luz
A visita ao Parque Jardim da Luz, que fica na Praça da Luz s/n⁰, bairro do Bom Retiro na zona central de São Paulo e tem 113.400 m² de área, ocorreu num dia útil, mas havia um grande movimento de pessoas no local. Trata-se do parque mais antigo da cidade, tendo sido criado como horto botânico por uma Ordem Régia da Coroa Portuguesa em 19 de novembro de 1798. Foi aberto ao público em 1825 como Jardim Botânico, já no período do Brasil Imperial, tornando-se o primeiro espaço de lazer da população paulistana.
Parque Jardim da Luz

Horário de funcionamento:
9h às 18h (Abre às 5h para atividades físicas)
    Telefone:
(11) 3227-3545
Localização:
Praça da Luz, s/n°, Bom Retiro
Ver no mapa

Avaliação geral (0 a 5) é 3,3.

Como ir ao Parque Jardim da Luz



  1. Ônibus -  linhas 106A-10 – Metrô Santana – Itaim Bibi, 107P-10 – Mandaqui – Pinheiros, 107T-10 – Metrô Tucuruvi – C. Universitária, 1156-10 – Vila Sabrina – Pça. do Correio e a 1156-51 – Pq. Edu Chaves – Correio. 
  2. Trem ou metrô - descendo na Estação da Luz. 
  3. Carro - consulte o link mapa no box ao lado e trace seu roteiro. Há um estacionamento para veículos (comum à Pinacoteca), que pode ser utilizado gratuitamente, mas não há muitas vagas.

Aproveite o passeio ao Parque Jardim da Luz para conhecer a história de São Paulo  
10 melhores Parques de São Paulo

Infraestrutura do Parque Jardim da Luz


Área para apresentações, coreto, comedouros para pássaros, playground, espelhos d’água, gruta com cascata, aquário subterrâneo, equipamentos de ginástica, pista de cooper, trilhas, paraciclo, áreas de estar, bebedouros, sanitários, mirante, ponto de bonde, lagos, chafariz e exposição permanente de esculturas. Não há lanchonetes.

Há restrições para bicicletas (existem bicicletários próximos às entradas do parque). Você pode levar seu cachorro, desde que estejam em guias ou focinheiras, para os de grande porte ou bravios.

Quando estivemos no parque observamos vários guardas civis e policiais militares, que estavam espalhados pelo parque e faziam sua segurança. Em particular, o policiamento era maior na Alameda dos Alecrins de Campinas (interna ao parque), que une os portões da Praça da Luz e Rua Ribeiro de Lima, onde há um grande movimento de pessoas e algumas meretrizes, que no entanto, "ficam nas delas", não havendo constrangimento aos que lá passam.

Fauna
Foram identificados 73 animais, dos quais 67 são aves. Por possuir espelhos d’água, há ocorrência de cágado-pescoço-de-cobra e aves como socó-dorminhoco, irerê, martim-pescador-grande e frango-d´água-azul. Rapinantes como gavião-caboclo e o caracará foram avistadas. Além de aves endêmicas de Mata Atlântica como periquito-rico e tucano-de-bico-verde, também são observados o papagaio-verdadeiro, maracanã-nobre e o tucano-de-bico-preto, que constam na lista de fauna ameaçada do Estado de São Paulo. Outras aves também fazem parte da fauna encontrada no parque, como jurití-gemedeira, avoante, andorinhão-do-temporal, besourinho-do-bico-vermelho, peitica e a lavadeira-mascarada. O mamífero bicho-preguiça está presente no parque desde o final do século XIX , talvez como um remanescente do primeiro jardim zoológico paulistano. Espelhos d’água possuem peixes como carpas, tilápias e acarás.

Flora
Bosques, alamedas e jardins implantados com espécies nativas e exóticas, como chichá, sapucaia, pau-ferro, manila-copal, corticeira, magnólia-branca, oiti, guatambu, marinheiro, andá-açu, alecrim-de-campinas, sol-da-mata, jenipapo. Destaca-se também a variedade de figueiras, palmeiras, gimnospermas e o roseiral.


História do Parque Jardim da Luz


Criado como horto botânico por uma Ordem Régia da Coroa Portuguesa em 19 de novembro de 1798, foi aberto ao público em 1825 como Jardim Botânico, já no período do Brasil Imperial, tornando-se o primeiro espaço de lazer da população paulistana. Até o final do século XIX, era a principal atração da cidade. Elogiado pelos viajantes, era denominado “jóia da cidade” e “orgulho de todo verdadeiro paulistano”. 

No período entre o final do século XIX e início do XX, com o auge da economia cafeeira e a crescente industrialização, o Jardim da Luz passou por sua maior reforma, recebendo muitas melhorias, um novo paisagismo, caminhos sinuosos, bosques, alamedas arborizadas e obras de arte. Com o crescimento da cidade e a criação de outras áreas de lazer, a história do Jardim da Luz passou a alternar períodos de degradação e reformas. 

Em 1981 foi tombado pelo CONDEPHAAT por ser um monumento histórico e paisagístico e também um importante ponto de referência para a leitura da cidade, além de manter uma área com funções humanas e sociais. Desde 1986 vem passando por iniciativas de recomposição de sua vegetação e de reforma de seus equipamentos de recreio. Em 1999, o Jardim da Luz ficou fechado durante alguns meses para trabalhos de reforma e recuperação de seus equipamentos e instalações, que trouxeram ganhos substanciais para o Jardim, possibilitando novamente a sua utilização como importante espaço de lazer, cultura, contemplação e atividades educativas.

Informações gerais do parque, inclusive sobre sua programação cultural e esportiva, podem ser obtidas pelo telefone da administração (11) 3227-3545.

Vale a pena no Parque Jardim da Luz

  • Caminhar pelas pistas e trilhas, "curtindo" a flora e fauna existentes e se der sorte,ver bichos-preguiça em árvores do parque;
  • Observar as inúmeras obras de artes (esculturas, estátuas, etc.), que se espalham pelo parque, especialmente nos jardins próximos ao prédio da Pinacoteca (no rol dos parques que visitamos até hoje, é o que reúne maior acervo desse tipo ao ar livre);
  • Subir ao pequeno mirante sobre a gruta e cascata, descortinando uma visão panorâmica do parque;
  • Visitar o aquário subterrâneo, descoberto em 2000, que se situa abaixo da estátua de "Diana", próxima ao Lago da Cruz de Malta, vendo as 13 espécies de peixes nativos dos Rios Tietê e Paraíba do Sul;
  • Observar o sítio arqueológico encontrado (próximo à entrada do parque pela Praça da Luz), após escavações feitas no local, que descobriram fundações de uma torre de 20 metros de altura denominada "Observatório Meteorológico" (1875). Seu topo era o ponto mais alto da cidade, na ocasião, usualmente utilizado pela população como mirante. Foi demolido em 1901, depois que foi pronta a torre da Estação da Luz.
Vídeo do Parque Jardim da Luz (Clique no ícone do YouTube para uma melhor visualização):



Fotos do Parque Jardim da Luz 

Tiradas no dia da visita
Poste de iluminação
Coreto na entrada do parque pelo estacionamento

Pinacoteca e mesas externas de seu restaurante, vistas do parque

Árvores centenárias do parque

Árvores centenárias do parque



Figueira da Índia centenária

Obra em cerâmica de 2000 com o nome de "Colar" de Lygia Reinach, utilizando árvores do parque como apoio

Obra em cerâmica de 2000 com o nome de "Colar" de Lygia Reinach 


"Carregadora de Perfume" de Victor Brecheret (1923/4)

"Carregadora de Perfume" de Victor Brecheret (1923/4)

Fonte ao lado da Pinacoteca

"Luiza" de Sônia Ebling em bronze (2000)

Três Jovens" de Lasar Segall (1939) em bronze (fundida em 2000)

Detalhe das "Três Jovens" de Lasar Segall (1939) em bronze (fundida em 2000)


Panorâmica da fonte e espelho d'água ao lado da Pinacoteca (Av. Tiradentes passa ao fundo)



Obra no centro do espelho d'água

"Sem Título" de Elisa Bracher em madeira (1999)

"À Procura da Luz" de Maria Martins em bronze (1949)

"Sem Título" de José Bento em madeira (s/ data)


"Sem Título"de Ângelo Venosa em aço cortén (2000)
Pistas para caminhar com a Pinacoteca ao fundo

"Sem Título" de Macaparama em aço carbono pintado (2001)


Bicicletário ao lado da entrada do parque pela Rua Ribeiro de Lima

Playground para as crianças

Playground para as crianças

Playground para as crianças

Árvore centenária do parque


Detalhe de uma das árvores centenárias do parque

"Lago do Oito"

"Lago do Oito"

"Lago do Oito"
Ponte com parapeito em cimento e ferro imitando troncos de madeira ("Lago do Oito")

Ponte com parapeito em cimento e ferro imitando troncos de madeira


Panorâmica do "Lago do Oito" com a ponte à diretita

Ponte com parapeito em cimento e ferro imitando troncos de madeira ("Lago do Oito")

Trilha que fica próxima das extremidades do parque
Acesso ao Mirante

Acesso à Gruta

Interior da Gruta

Interior da Gruta com a visão da água da cascata caindo



Escada que dá acesso ao Mirante


Visão do Mirante

Visão do Mirante

Gruta e cascata sob o Mirante


Lago Cruz de Malta
Estátua de Diana

Estátua de Diana

Estátua de Diana (acima da entrada do Aquário)

Acesso ao Aquário sob a estátua de Diana

Entrada do Aquário

Visores do Aquário

Ponte próxima a entrada do Aquário

Visão do Aquário

Panorâmica da área do Aquário



Teatro ao Vivo no parque

Jaqueira

Monumento a Giuseppe Garibaldi, inaugurado por Olavo Bilac em 1910

Monumento a Giuseppe Garibaldi, inaugurado por Olavo Bilac em 1910

Alameda dos Alecrins de Campinas (interna ao parque) que une os portões da Rua Ribeiro de Lima a Praça da Luz



Coreto


"Piramidal 34" de Ascânio MMM em alumínio anodizado com parafusos (1999)
"Fita" de Franz Weissmann em aço pintado (1985)
"Espaço-Vibração" (Homenagem a Bardi) de Yutaka Toyota em aço inoxidável e concreto (2000)


"Craca" de Nuno Ramos em alumínio fundido e fósseis animais (1995)
"Figura Heráldica" de Liuba Wolf em bronze (1976)

"Voo de Pássaro" de Liuba Wolf em bronze (1971)
"Pincelada Tridimensional" de Marcello Nitsche em ferro pintado (2000)

"Botão de Rosa, Flor Redonda, Papoula, Tulipa, Carneiro, Cisne e Pássaro Imaginário II" de Odette Eid em alumínio (s/ data)
Estação da Luz vista do parque

Placa indicativa do parque na entrada pela Praça da Luz

"Sem Título" de José Resende em aço e granito (2000)
"Sem Título" de Ivens Machado em concreto armado (2000)

"Sem Título" de Caito em aço inoxidável (1998)
Pinacoteca vista do parque


Sítio arqueológico: Fundações de uma torre de 20 metros de altura denominada Observatório Meteorológico


Sítio arqueológico: Fundações de uma torre de 20 metros de altura denominada Observatório Meteorológico

Sítio arqueológico: Fundações de uma torre de 20 metros de altura denominada Observatório Meteorológico





Entrada do parque pelo estacionamento da Pinacoteca

Pista com sanitários ao fundo



Sanitários
Casa da Administração
Bebedouro
Entrada do parque pela Rua Ribeiro de Lima
Placa próxima à entrada do parque pela Rua Ribeiro de Lima

Lago do Oito
Área para ginástica
Área para ginástica

Pista com o acesso ao Mirante à esquerda

Playground da Longevidade
Lago da Cruz de Malta
Carpas no Lago da Cruz de Malta
Lago da Cruz de Malta

Árvores do parque com a Praça da Luz ao fundo

5 comentários:

  1. Lindo, otimas imagens, nos a da uma parfeita noção do parque, parabens
    Antonio Novaes
    aanovaes@uol.com.br

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  2. Obrigado, Toninho.

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  3. parabéns pelo blog!está demais!
    beijos
    chris

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