terça-feira, 12 de junho de 2018

Áreas verdes transformam cidades em lugares mais sustentáveis, saudáveis, equitativos e agradáveis", diz FAO

Parque Estadual da Cantareira em São Paulo
Parque Estadual da Cantareira em São Paulo
As áreas verdes nas cidades são locais em que a população pode ter contato com a natureza, praticar esportes e atividades físicas e participar de atividades culturais, de lazer ou apenas descansar. Além do bem-estar físico e mental, os parques e praças também são aliados para lutar contra a poluição e as mudanças climáticas, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

"Investir em zonas verdes pode ajudar a transformar as cidades em lugares mais sustentáveis, saudáveis, equitativos e agradáveis para se viver", assegurou a FAO. "As florestas e árvores bem administradas dentro e em volta das cidades proporcionam habitats, alimentos e proteção para muitas plantas e animais, ajudando a manter e aumentar a biodiversidade".

Em São Paulo, um exemplo de floresta urbana é o Núcleo Pedra Grande do Parque Estadual da Cantareira, cuja maior porção está localizada na Zona Norte de São Paulo. O parque é um importante remanescente da Mata Atlântica e é uma das maiores florestas urbanas nativas do mundo e declarado parte da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da cidade de São Paulo pela UNESCO em 1994.


Programas ecológicos de Lima e Pequim

A FAO destaca os programas ecológicos de Lima, no Peru, e Pequim, na China, como exemplares do grande benefício para a população, meio ambiente e o clima  destas cidades que investiram em zonas verdes. 

Lima reduziu o risco de deslizamentos de terra através de um projeto de florestamento lançado em 2015 para capacitar a população local a plantar florestas que ajudam a reduzir o risco de desastres porque estabilizam os deslizamentos, evitam e previnem as quedas de pedras, retêm a lama e os sedimentos, e contribuem para melhorar o meio ambiente.

Uma área de 14 hectares, equivalente a cinco campos de futebol, foi transformada em parque. Foram plantadas 23.000 árvores nativas e se instalou um sistema de irrigação por gotejamento com águas residuais tratadas, explicou a FAO.

Na China se fala "do milagre do florestamento de Pequim", uma das cidades mais populosas e poluídas do mundo.

"Em 2012, Pequim iniciou o maior programa de florestamento da sua história. Nas áreas suburbanas, a maioria das terras foram reflorestadas depois de trasladar indústrias de baixo custo", aponta o estudo da FAO. As florestas agora cobrem mais de 25% da planície onde se encontra a cidade, com um aumento de 42% dos espaços para lazer, diz a nota da FAO.


Com informações do Correio Brasiliense

Por Letícia Jardim Guedes da redação do Áreas Verdes das Cidades

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