quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Fundação Maria Luisa e Oscar Americano em São Paulo

Fundação Maria Luisa e Oscar Americano em São Paulo

Visitamos num domingo a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, que fica localizada no bairro Morumbi, Zona Sul da Capital e tem cerca de 75.000 m² de área no total. A Fundação foi instituída em 1974 pelo engenheiro Oscar Americano, sendo que até 1980, ano de abertura para visitação pública, foram feitas reformulações na antiga residência da família, visando transformá-la na atual sede. Abriga uma importante coleção de arte, mobiliário e objetos históricos brasileiros dos séculos XVII ao XX, além de seu belo parque-sede.
Horário de funcionamento:
Para o parque e o salão de chá é das 11 às 18h de Terça a Sexta-feira e 10 às 18h nos Sábados e Domingos. Quanto ao acervo, permanecem os horários de abertura acima, mas fecha todos os dias às 17h.

O ingresso é pago (Estudantes e maiores de 60 anos pagam a metade). No primeiro sábado de cada mês é gratuito para todos.
Recursos:
 Trilha Programação cultural
Telefone:
(11) 3742-0077
Localização:
Avenida Morumbi, 4077, Morumbi
Ver no mapa

Para acesso à Fundação de ônibus, pegue qualquer linha que passe no Palácio do Governo na Avenida Morumbi, pois fica bem em frente. Caso queira saber uma linha específica, fornecendo origem e destino, ligue para o telefone 156  da PMSP ou pelo site da Sptrans (clique aqui). 
Utilizando carro, vá ao box ao lado e clique no link "Ver no mapa" e trace seu roteiro.

Não há estacionamento no parque, mas existem ruas adjacentes onde os veículos podem estacionar (Joaquim Cândido de Azevedo Marques, etc.). No entanto, antes de estacionar, atentem para a sinalização de trânsito no local.

Infraestrutura
Na casa, projetada pelo arquiteto Oswaldo Arthur Bratke, onde morou por 20 anos a família Americano há um belo acervo, que pode ser visitado. Percorre obras de arte patrimonial do período de Brasil Colônia e Brasil Império até a Proclamação da República, a obras modernistas da metade do século XX. Desde pinturas do artista holandês Frans Post, responsável pelos primeiros registros das paisagens brasileiras, até quadros de artistas renomados como Cândido Portinari e Emiliano Di Cavalcanti. 
Há um Salão de Chá que serve as infusões em si, quitutes como a torta de palmito acompanhada de salada e uma fatia de bolo do dia. O serviço completo inclui salgadinhos, sanduíches, pães e sucos, entre outros itens. Aos sábados e domingos, servem um "brunch". Há, também, um Auditório onde são realizados vários eventos culturais como concertos, cursos e palestras sobre arte, cinema, literatura, história da arte e paisagismo. 
A Fundação dispõe de um espaço exclusivo e diferenciado para convenções, palestras e reuniões, que podem ser alugados mediante procura dos interessados.

No parque, dividido em 10 setores, existem mais de 25.000 árvores plantadas de variadas espécies e é resultado de um meticuloso projeto de paisagismo desenhado por Otávio Augusto Teixeira Mendes, no início dos anos 50. Reintroduzir principalmente árvores da Mata Atlântica, organizando-as numa composição plástica moderna, foi um dos pontos-chave adotados pelo paisagista, sendo uma estratégia inovadora na capital paulista da época. 

Há várias esculturas espalhadas pelo parque, entre elas "A Sereia" de Emanuel Manasse de 1955.

Originalmente foi construído um Pavilhão de Lazer no terreno da casa, porém está desativado atualmente.

Fauna
A avifauna presente é rica e é um paraíso para os observadores de aves, que são muitos principalmente no exterior, praticando o hobby ("birdwatching") e não desgrudam de seus binóculos. Alguns chegam a levar gravadores e microfones em suas "observações". No parque da Fundação há urubu-de-cabeça-preta, gavião-miúdo, gavião-carijó, caracará, carrapateiro, rolinha, asa-branca,maracanã-pequena, periquito, papagaio,curica, anu-branco, coruja,pica-pau, tesourão, andorinha, beija-flor, joão-de-barro e bem-te-vi entre muitos outros. Para quem quiser conhecer em detalhes as espécies que habitam o parque, a Fundação vende em sua secretaria um "Guia das Aves" (R$20,00) muito bem feito com a descrição dos pássaros e belas fotografias.

Flora
Como já foi citado, Otávio Teixeira Mendes foi o paisagista escolhido para projetar e implantar o parque. Curiosamente o contrato estabelecia que seus serviços seriam pagos "por árvore de qualidade, plantada e vingada". Antes da implantação de seu projeto a área era recoberta, basicamente, por gramíneas e plantas exóticas, como eucaliptos e pinheiros.
Hoje existem exemplares de jacarandás, sibipirunas, angicos, paus-ferro, paus-brasil e muitos outros, retrato vivo da extensa riqueza natural do Brasil. 

Há inúmeras e boas atividades culturais programadas e realizadas na Fundação. Consulte o telefone da sua administração (v. abaixo).

Atentar pois há restrições para animais domésticos, bicicletas, patins e afins circularem no local.

Quanto à segurança geral do parque, observamos vigias no dia da visita, transmitindo-nos tranquilidade.

Sinopse Histórica
(Extraída do "Guia do Parque" da Fundação)
"O tranquilo e arborizado bairro residencial onde está a Fundação - o Paineiras do Morumbi - já foi bem diferente no passado. Situado no topo de colinas que integram a porção sudoeste do vale do Rio Pinheiros, a região era coberta em grande parte pela Mata Atlântica. No período colonial a área começou a ser paulatinamente desmatada para atividade agrícola com a criação de grandes propriedades - caso da Fazenda Morumbi, que até os anos 1930 se dedicava ao plantio de chá, entre outras culturas. Quando começou a ser urbanizada, no final da década de 1940, a localidade ainda estava distante da cidade de São Paulo, pertencendo ao município de Santo Amaro. O bairro nasceu pelos esforços de Oscar Americano e Oswaldo Bratke, amigos desde o tempo em que estudavam na Faculdade de Engenharia Mackenzie. Bratke idealizou o plano urbano, inspirando-se no modelo dos bairros-jardins, difundidos em São Paulo desde a década de 1910 pela Companhia City, prevendo amplos terrenos apenas para a construção de casas e muito verde. Americano tratou da coordenação e implementação das obras viárias.

Criada em 1974 a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano foi aberta ao público em 1980, abrigando, como já dissemos, um grande acervo de objetos históricos do Brasil. Além desse acervo, a instituição tem outro atrativo que é seu parque-sede. Trata-se de um dos mais significativos conjuntos arquitetônico-paisagísticos para uso residencial produzido pelo movimento moderno brasileiro. Projeto idealizado para a moradia da família Oscar Americano na década de 1950, adaptado, posteriormente, para atividades culturais.

O parque, a casa e o pavilhão de lazer foram originalmente planejados em estreito diálogo, somando outras contribuições plásticas como murais, mosaicos e esculturas, segundo a ideia da integração das artes. Os jardins são de autoria do paisagista Otávio Augusto Teixeira Mendes; os edifícios, do arquiteto Oswaldo Arthur Bratke - dois dos maiores profissionais de São Paulo dos anos 1950. O mosaico do piso que recobre o pavimento inferior da residência, denominado "Foz do Amazonas" é de Lívio Abramo, artista pioneiro da gravura moderna brasileira. O mural cerâmico do Pavilhão de Lazer é de Karl Plattner, pintor e desenhista italiano que trabalhou no Brasil entre 1952 e 1955. A escultura de bronze, nas imediações da área de lazer, é do artista Emanuel Manasse".

Monitorias dirigidas
A Fundação disponibiliza monitorias com roteiros específicos ao interesse do visitante, seja ele espontâneo ou agendado. Para os grupos agendados, como as escolas, o roteiro é previamente elaborado para atender as especificidades do grupo levantadas pelo responsável. A ação educativa da Fundação tem o objetivo maior que informar, potencializar o olhar crítico do visitante sobre as obras de arte, segundo material de divulgação consultado.

Informações gerais sobre a Fundação, suas atrações, eventos, bem como reservas para o Salão de Chá podem ser obtidas pelo telefone da administração (11) 3742-0077 ou pelos e-mails info@fundacaooscaramericano.org.br e eventos@fundacaooscaramericano.org.br

Vale a pena
  • Caminhar pelas pistas do parque, curtindo a vegetação e o cantar de muitos pássaros presentes;
  • Visitar o acervo instalado na casa constituído de inúmeras peças antigas dos séculos XVII ao XX;
  • Participar de vários eventos culturais promovidos pela administração da Fundação como concertos, cursos e palestras sobre arte, cinema, literatura, história da arte e paisagismo e
  • Desfrutar em seu Salão de Chá de infusões e quitutes, além de nos finais de semana de um bom "brunch".
Veja vídeo feito no local, quando da visita (sugerimos "clicar" no ícone do "YouTube" para uma melhor visualização).

A seguir, veja fotos tiradas no local no dia da visita (Atenção! Ao "clicar" em qualquer foto, abre-se, automaticamente, o modo de exibição "Tela Cheia" de seu computador e por meio de suas teclas "Setas" (➡⬆⬅), podem ser visualizadas todas as fotos tiradas do parque).

2 comentários:

Seus comentários são muito importantes para o aprimoramento do site