quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Viveiro Manequinho Lopes em São Paulo

Em visita realizada numa quarta-feira de cinzas, observamos um viveiro de plantas e flores bem cuidado, sendo muito aprazível passear por ele. 
O Viveiro Manequinho Lopes fica dentro do Parque do Ibirapuera e toda a infraestrutura do parque está à disposição do visitante (banheiros e bebedouros limpos e cuidados, seguranças atentos, bons bolsões para estacionamento de veículos, etc...). 



Horário de funcionamento:
7h às 18h
Recursos:
        Trilha     Estacionamento   Programação cultural   Proibido animais  
Telefones:
(011) 3887-7723/6761
Localização:
Avenida Pedro Álvares Cabral, S/Nº, Vila Mariana
Ver no mapa
Para chegar ao local utilize os mesmos meios de transporte público que servem ao Parque Ibirapuera (v. aqui), pois como informamos, o viveiro fica dentro desse parque.
De carro, consulte no box ao lado o link "Ver no mapa" e trace seu roteiro. O estacionamento mais próximo do viveiro é o do Portão 7 do parque, que fica na Avenida República do Líbano.

História
O funcionário público Manoel Lopes de Oliveira Filho, conhecido como Manequinho Lopes, plantou eucaliptos em 1927 na região do Ibirapuera com a finalidade de drenar a recuperar o solo da área, muito alagadico e pantanoso. Assegurou, assim, à prefeitura a posse de terrenos onde mais tarde seria o Parque Ibirapuera. No ano seguinte, criou um viveiro de plantas ornamentais e exóticas, que se tornou atração turística do parque. Plantaram-se árvores como o pau-de-ferro, ipê, pau-brasil, pau-jacaré, tipuana, flamboyant, plátano, magnólia e canela. Em 1939, o viveiro recebeu o nome de Manequinho Lopes. Em 1992, um convênio entre a Prefeitura, o Banco Real e a Fundação Roberto Marinho possibilitou a reforma do Viveiro Manequinho Lopes com projeto do paisagista Burle Marx.

Na década de 1920, o Prefeito José Pires do Rio decidiu criar um parque nos moldes dos parques europeus, numa várzea que se chamava, em tupi, Ypy-ra-ouêra, ou pau podre. Manuel Lopes de Oliveira, o Manequinho Lopes, entomologista e jornalista, foi o primeiro administrador dessa área. Ali foram plantados eucaliptos australianos para drenar o solo da várzea, bem como diversas espécies ornamentais nativas e exóticas, destinadas à arborização da cidade e de seus parques e jardins. Organizou o viveiro semeando árvores como Pau-ferro, Ipê, Pau-Brasil, Tipuana, Pau-Jacaré e Sibipiruna, além de plantas arbustivas e herbáceas, notadamente floríferas.

Em 1934, Manuel Lopes foi indicado Chefe da Divisão de Matas, Parques e Jardins. Com seu conhecimento, prestou inúmeros serviços e distribuiu beleza pela cidade. Após seu falecimento, em fevereiro de 1938, o viveiro foi batizado com seu apelido – Manequinho Lopes – através de um decreto do prefeito Fábio Prado, de 14 de março de 1938. O trabalho de Manequinho teve continuidade através de Arthur Etzel, que administrou o viveiro por mais de 50 anos.

Durante as décadas de 1940, 50 e 60, o trabalho de ajardinamento, arborização urbana e manutenção de áreas verdes ficou a cargo dessa Divisão, sendo o Viveiro Manequinho Lopes o responsável pelo fortalecimento de plantas ornamentais, frutíferas e hortaliças, além de contar com complexa estrutura de carpintaria, serraria, oficina etc.

No início dos anos 1950, uma comissão foi nomeada para organizar os festejos do IV Centenário de fundação da cidade, e resolveu construir um grande parque, com função social e recreativa, numa imensa área verde. Em 21 de agosto de 1954, foi criado o Parque Ibirapuera em torno do Viveiro Manequinho Lopes. Ainda hoje os eucaliptos plantados no Viveiro marcam a paisagem do Parque Ibirapuera.

Em 1993, Burle Marx elaborou um novo projeto para o Viveiro, visando reintegrá-lo ao Parque Ibirapuera e valorizar suas edificações e árvores notáveis. Ao redor de cada estufa estão plantadas matrizes de espécies que permitem não só a sua reprodução nos canteiros, como também a sua valorização paisagística.

A partir da reforma proporcionada pelo projeto de Burle Marx, o Viveiro ocupa uma área de 48.000 m², divididos em 97 estufins, 32 quadras de produção, 2 ripados e 10 estufas, utilizados na produção de arbustos, herbáceas, plantas de interior, confecção de vasos e jardineiras, os quais são fornecidos para as unidades municipais. Na Praça do Viveiro, Burle Marx optou pela introdução de novas espécies. Assim, os coloridos canteiros ao redor do galpão da antiga serraria são matrizes de novas espécies que podem ser reproduzidas. O galpão da antiga Serraria teve a sua estrutura totalmente recuperada.

Para maiores informações, inclusive quanto aos passeios monitorados, ligue para os telefones (11) 3887-7723 ou (11) 3887-6761.


Veja a seguir, fotos tiradas do local no dia da visita.
Serraria














Ceboleiro ou Umbu com 36 anos de idade


























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