segunda-feira, 1 de abril de 2013

Parque Raposo Tavares em São Paulo

Visitamos num sábado, o Parque Raposo Tavares, situado na Rua Telmo Coelho Filho, 200, bairro Vila Albano, na altura do Km 14,5 da Rodovia Raposo Tavares, Zona Oeste de São Paulo.
Ocupa uma área de cerca de  195.000 m², tendo sido inaugurado em 1981. É considerado o primeiro parque da América do Sul a ser construído sobre um aterro sanitário, demandando, por isso, um planejamento e técnicas especiais de implantação.
Horário de funcionamento:
6h às 18h
Recursos:
  Quadra poliesportiva   Campo de futebol   Playground   Trilha     Estacionamento   Ciclovia   Programação cultural
Telefone:
    (11) 3735-1372     
Localização:
Rua Telmo Coelho Filho, 200, Vila Albano
Ver no mapa

Horário de funcionamento é das 6 às 18h (por ser área de passagem, os portões ficam abertos das 4 às 22h). 

Avaliação geral (0 a 5) é 2,5.

Para chegar ao parque há várias linhas de ônibus, entre as quais, a 477P-10 – Ipiranga – Rio Pequeno, 6206-10 – Jd. D’Abril – Term. Bandeira, 7002-10 – Jd. Rosa Maria- Hosp. das Clínicas, 701T-10 – Jd. Paulo VI – Center Norte, 714C-10 – Cohab Educandário – Lgo. da Pólvora, 7454-10 – Cohab Educandário – Term. Princesa Isabel e 7458-10 – Jd. Boa Vista – Estação da Luz. Para saber outros números de linhas, fornecendo origem e destino, ligue para o telefone 156  da PMSP ou pelo site da Sptrans (clique aqui).

Para ir de carro, consulte o link "Ver no mapa" no box acima e trace seu roteiro. Há estacionamento gratuito para veículos no interior do parque.

Infraestrutura
Pista de cooper, playground, quadras poliesportivas, campo de futebol, sanitários (limpos e cuidados no dia da visita), campinhos de terra, áreas de estar, trilhas de caminhada, churrasqueira e quiosques. Em sua área funciona o CRSANS- BT (Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável), a Central de Triagem de Materiais Recicláveis do Butantã e o Bosque da Leitura da Secretaria Municipal da Cultura aos domingos.

Fauna
Foram identificadas, conforme a PMSP, três espécies de répteis e 28 de aves, incluindo o periquito-rico, que possui distribuição restrita à Mata Atlântica. Aves comuns de áreas abertas foram avistadas como coruja-buraqueira, andorinha-pequena-de-casa, suiriri-cavaleiro, chopim e tico-tico. A corujinha-do-mato é exemplo da fauna noturna. Dentre as espécies migratórias, foram vistos o suiriri e o andorinhão-do-temporal.

Flora
Sua vegetação é composta por áreas ajardinadas e bosques implantados. Destacam-se acácia-negra, faveira, jerivá, paineira, pau-ferro, pau- formiga, quaresmeira, pinange, resedá, seafórtia, sibipiruna, tamboril e urucum. Foram registradas 64 espécies.

São permitidos cães, desde que estejam em guias ou focinheiras.

Bicicletas e skates são permitidos de transitarem no parque.

Não há lanchonetes no local. Ambulantes podem ser encontrados do lado de fora do parque e pequenos bares em ruas próximas do parque.

História
Até o início da década de 1960, a área onde hoje se encontra instalado o Parque Raposo Tavares era um grande terreno de propriedade particular, abrangendo 190.926 m². Em 1965, o então prefeito Francisco Prestes Maia desapropriou o terreno, declarando-o de utilidade pública e reservando-o para a execução de serviços de limpeza. Três anos mais tarde, o terreno foi cedido para a Administração Regional de Pinheiros e passou a ser utilizado como depósito de lixo.

Na década de 1970, entraram para a pauta do poder público municipal as discussões sobre questões ambientais urbanas, nomeadamente a destinação dos resíduos sólidos, cujo volume crescera exponencialmente em função da explosão demográfica paulistana, intensificada nas décadas anteriores. É nesse contexto que surgem as propostas de construção dos primeiros aterros sanitários de São Paulo, visando ordenar a disposição e destinação final dos resíduos urbanos, ainda que carecessem da infraestrutura sanitária dos aterros atuais.

O primeiro aterro paulistano a ser inaugurado foi o de Lauzane Paulista, em 1974. Em seguida, foram criados os aterros de Jardim Damasceno e Engenheiro Goulart e, em julho de 1975, o antigo depósito de lixo de Raposo Tavares foi oficialmente convertido em aterro sanitário. Nesse mesmo ano, o "lixão de Raposo Tavares", como era conhecido, foi tema de um documentário do cineasta João Batista de Andrade, intitulado "Restos". O documentário registrava a miséria da população cuja sobrevivência dependia da coleta dos resíduos depositados no local, bem como repressão policial a que estava sujeita.

O aterro teve sua área gradualmente ampliada entre 1972 e 1977, agregando lotes lindeiros ao terreno, visando ampliar sua capacidade. Funcionou até agosto de 1979, quando foi desativado, encontrando-se já saturado. Após a desativação do aterro, surgiu o projeto de transformar o espaço em um parque público. O projeto retomava uma das idéias originais para o uso do terreno: em 1961, antes mesmo de sua desapropriação, já existia uma proposta de utilizar a área para fins recreativos.

Em 1981, foi inaugurado o Parque Raposo Tavares, herdando o nome do distrito em que se localiza, dado em homenagem ao bandeirante Antonio Raposo Tavares, um dos responsáveis pela expansão do território da então colônia portuguesa. Foi o primeiro parque da América do Sul a ser construído sobre um aterro sanitário. Essa particularidade histórica explica algumas de suas características peculiares: o solo do parque é formado por camadas compactadas e intercaladas de lixo e de terra, sendo revestidas por uma grossa camada de argila, cujo propósito é diminuir a emanação de gases, e por uma outra camada de terra, que serve de substrato à vegetação. Esta, por sua vez, é totalmente introduzida e tem seu crescimento dificultado pelas características mencionadas.

Não obstante as dificuldades provenientes da adaptação de um antigo depósito de lixo à função de parque, o projeto teve impacto significativo para a qualidade de vida da população do entorno, majoritariamente composta por famílias de baixo poder aquisitivo, residindo em uma área caracterizada pela presença de diversas favelas, ao diminuir sensivelmente, ou mesmo extinguir, problemas como a proliferação de doenças, o mau cheiro e a poluição visual, bem como ao proporcionar uma nova área para prática de atividades recreativas e de contemplação da natureza.

A Central de Triagem de Materiais Recicláveis do Butantã está localizada dentro do Parque, com entrada pela Rua Nella Murari Rosa, 40. Possui 2 mil  de área construída e é o maior equipamento para tratamento de resíduos sólidos da cidade. Durante todo o horário comercial dos dias da semana e às vezes nos sábados, domingos e feriados, cerca de 50 trabalhadores dedicam-se à separação, ao acondicionamento e ao encaminhamento para a indústria dos resíduos sólidos que a todo instante chegam ao local. Esses trabalhadores são, em sua maioria, ligados à Cooperativa Vira-Lata, entidade que já existia no Butantã muito antes do Centro de Triagem, mas que só agora tem um ponto fixado onde exercer dignamente seu trabalho.

Em frente à Central de Triagem há o EcoPonto Jardim Jaqueline que recebe diversos materiais (móveis velhos, madeiras, restos de poda, etc), e também recicláveis (plástico, papel,metais). O local não recebe lixo domiciliar (orgânico) e nem lixo hospitalar, sendo que qualquer munícipe, mesmo comerciante, pode levar os materiais para o local.

No âmbito geral do parque haviam muito poucos vigias e/ou seguranças no dia da visita e por isso recomenda-se atenção e cuidado dos visitantes.

No parque funciona aos domingos das 10 às 16h o Bosque da Leitura Parque Raposo Tavares (maiores informações em www.bibliotecas.sp.gov.br, e-mail bosquedaleitura@prefeitura.sp.gov.br e telefone (11) 3675-8096).

Informações gerais do parque podem ser obtidas pelo telefone da administração (11) 3735-1372.

Vale a pena:
  • Praticar seu esporte preferido nas pistas, quadras e campos disponíveis no local;
  • Fazer piqueniques e/ou churrascos nos quiosques existentes;
  • Frequentar o Bosque da Leitura aos domingos e
  • Conhecer o trabalho desenvolvido na Central de Triagem de Materiais Recicláveis do Butantã (Rua Nella Murari Rosa, que fica à esquerda da entrada principal do parque). 

Veja vídeo feito no local no dia da visita (sugerimos "clicar" no ícone do "YouTube" para uma melhor visualização):




As fotos a seguir, foram tiradas quando estivemos no parque:



Estacionamento e playground

Pistas nas proximidades da entrada principal do parque
Estacionamento


Pista para caminhadas e/ou corridas
Pista para caminhadas e/ou corridas


Pista e campo de futebol

Campo de futebol





Pista para caminhadas e/ou corridas


Quiosques para piqueniques

Quiosques para piqueniques e pista para caminhadas e/ou corridas


Quadras poliesportivas


Quadras poliesportivas





Sanitários e local do "Bosque de Leitura"

Pistas e playground



Local para Compostagem

Campo de futebol

Mesas, bancos e churrasqueiras



Viveiro de Plantas
Casa da administração ao fundo à direita
Local para Minhocultura


Entrada principal do parque
Bicicletário
Pista para caminhadas e/ou corridas




Bebedouro
Central de Triagem de Materiais Recicláveis
Interior da Central de Triagem de Materiais Recicláveis
Central de Triagem de Materiais Recicláveis
EcoPonto Jardim Jaqueline
Central de Triagem de Materiais Recicláveis
Central de Triagem de Materiais Recicláveis
EcoPonto Jardim Jaqueline à esquerda ao fundo e Central de Triagem de Materiais Recicláveis à direita
Interior da Central de Triagem de Materiais Recicláveis
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