quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Parque Municipal Américo Renné Giannetti em Belo Horizonte

Parque Municipal Américo Renné Giannetti, visitado num sábado, fica localizado no centro da cidade de Belo Horizonte, Minas GeraisFoi inaugurado em 26 de setembro de 1897, antes mesmo da nova capital mineira, e possui cerca de 182.000 m² em sua área total. A administração dos parques de Belo Horizonte é vinculada à Fundação de Parques Municipais (FPM), que integra a Administração Pública Indireta do Município, vinculando-se à Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Horário de funcionamento:
6h às 18h de 3as. Feiras aos Domingos
Recursos:
  Quadra poliesportiva  Acessibilidade  Playground Programação cultural Trilha
Telefone:
(31) 3277-4161/1428
Localização:
Avenida Afonso Pena, 1377, Centro, Belo Horizonte, MG
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Como chegar no parque
Use as linhas de ônibus de números 104 (Av. do Contorno), 9101 (Santa Lucia), 9202 (Jardim America), 9204 (Estoril), 9403 (Caiçara) e 9408 (Padre Eustáquio), entre outras.

De carro vá ao box ao lado e clique em "Ver no mapa", traçando seu roteiro.

Não há estacionamento para veículos no parque, que fica numa região de trânsito muito movimentado da cidade. Por isso sugerimos utilizar o transporte coletivo ou parar em estacionamentos pagos na região.

Antes de dirigir-se ao parque, veja a previsão do tempo para Belo Horizonte, clicando aqui.

Infraestrutura do parque
Equipamentos de ginástica, quadra poliesportiva, pista de caminhada, academia aberta, quadra de tênis, ciclovia infantil, pista de patins e playgrounds com equipamentos gratuitos como escorregadores, Castelão, etc. Alguns equipamentos de lazer existentes são pagos, como brinquedos eletrônicos, carrossel, roda gigante, minhocão, rotor, pula pula e outros. Há passeios de trenzinho e barcos a remo, bem como animais de montaria disponíveis (burrinho e cavalos) que também são pagos, mas a preços acessíveis. 
Além disso dentro do Parque funciona o Teatro Francisco Nunes, sob a administração da Fundação Municipal de Cultura. O teatro recebe espetáculos de renome nacional e internacional, além de festivais e eventos corporativos. 
Ao lado do parque há o prédio do Palácio das Artes que ocupa um complexo arquitetônico de 18.000 m², administrado pela Fundação Clóvis Salgado. O projeto original foi de Oscar Niemeyer, que idealizou o teatro voltado para o Parque Municipal e ligado à Avenida Afonso Pena por uma passarela de concreto. Para maiores informações sobre o Palácio das Artes, clique aqui.

O Parque Municipal possui três lagoas e diversas nascentes que afloram em diferentes locais. A mais importante e volumosa, que se encontra na área do Hemominas, alimenta as duas cascatinhas e as lagoas do Quiosque e dos Marrecos. Nas lagoas são encontradas espécies de peixes como dourados, cascudos, tilápias e carpas. O cágado-de-barbicha, que representa os répteis, também pode ser observado no parque. O parque possui também o Jardim das Borboletas que é um espaço criado para o cultivo de plantas que atraem e fornecem alimento a todas as fases da vida das borboletas e mariposas. O Jardim das Borboletas proporciona um enriquecimento ambiental, favorecendo a conservação das espécies e o equilíbrio ecológico. Semanalmente acontece trilha monitorada no jardim.

Flora do parque
Segundo a Prefeitura de BH o parque tem aproximadamente 300 espécies de árvores de todos os biomas brasileiros e de várias partes do mundo, como figueiras, ipês, eritrinas, jaqueiras (atualmente com muitos frutos), cipreste calvo, flamboyants, guapuruvus, pau mulato, pau rei e sapucaias, além de 330 espécies ornamentais como agapantos, lírios, ixórias, azaléias, moréias, marantas e bromélias.

Fauna do parque
É composta por mais de 70 espécies de vertebrados – mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes. Observam-se animais como bem-te-vis, sabiás, garças, periquitos, gambás de orelha branca e o mico-estrela, animal símbolo de Belo Horizonte. Há centenas de invertebrados dentre os lepidópteros, com 100 espécies de borboletas e mariposas, e outros insetos como abelhas e formigas que ajudam a manter o equilíbrio do meio 
ambiente.

Há a Ilha dos Amores que fica na Lagoa dos Barcos e possui uma ponte em estilo romântico francês, com estrutura em arco de madeira. A ilha abriga a estátua de Anita Garibaldi, heroína brasileira nascida em Santa Catarina em 1821.

Uma outra atração é a Praça dos Fundadores que abriga o monumento em homenagem aos fundadores da cidade de Belo Horizonte. Originalmente localizado na Praça Sete, o monumento é composto pelos bustos de: 
• Augusto de Lima: governador (presidente) do estado de Minas Gerais; propôs a mudança da capital de Ouro Preto para Belo Horizonte;
• Afonso Pena: primeiro governador (presidente) de Minas; iniciou em 1893 a construção da nova capital;
• Bias Fortes: também governador, finalizou as obras e inaugurou a nova capital, então denominada Cidade de Minas, em 12 de dezembro de 1897;
• Aarão Reis: engenheiro chefe da comissão construtora da nova capital, elaborou e acompanhou a construção da Cidade e foi morador da “Chácara do Sapo”, hoje Parque Municipal Américo René Giannetti.

Em 1997, data em que o Parque Municipal completou 100 anos, foi enterrado na Praça dos Fundadores um “Baú do Tempo” contendo documentos, recortes de jornais e registros de época. O baú deverá ser desenterrado em 2097.

Não há lanchonetes no interior do parque, mas há bares em ruas do seu entorno que vendem alimentos e bebidas.

No tocante à segurança geral do parque, observamos alguns vigias e policial percorrendo-o de moto no dia da visita.

O parque conta também um pouco da história de Belo Horizonte por meio de seus monumentos, que retratam desde os fundadores da cidade até personalidades, como o ex-prefeito Américo Renné Giannetti, Paul Villon e Anita Garibaldi. Merecem destaque também o Monumento à "Mãe Mineira" e a réplica da "Vitória de Samotrácia", que embelezam o entorno da Lagoa do Quiosque. 

Não há restrição para a entrada de animais domésticos no parque, desde que os cães estejam em guias. A utilização de skates, patins e assemelhados estão restritas só às áreas próprias para tais práticas.

Sinopse histórica
O Parque Municipal Américo Renné Giannetti, como anteriormente informado, foi inaugurado em 26 /09/1897, tendo sido projetado em estilo romântico inglês, pelo arquiteto paisagista francês Paul Villon, para ser o maior e mais bonito parque urbano da América Latina. Antes de sua implantação, o espaço abrigava a Chácara Guilherme Vaz de Mello, conhecida como Chácara do Sapo. O local serviu de moradia para o próprio Paul Villon e para Aarão Reis, engenheiro chefe da Comissão Construtora, encarregada de planejar e construir a nova capital de Minas Gerais. Em 1924, o governador do Estado Olegário Maciel transfere a residência oficial para o Parque Municipal, até o final de sua gestão.
Do projeto original, que previa um cassino, um restaurante e um observatório meteorológico, pouco se construiu. As ruas, alamedas, lagoas e riachos foram traçados de forma livre pelo arquiteto. A arborização foi introduzida por meio de transplantio de árvores de grande porte trazidas de diversos locais da cidade e através do plantio de mudas produzidas em dois viveiros, criados por Paul Villon, às margens do Córrego da Serra. Assim como a cidade, o parque foi inaugurado tendo apenas uma parte da obra finalizada.
O parque possuía, originalmente, uma área de 600 mil metros quadrados, tendo como limites as avenidas Afonso Pena, Mantiqueira (atual Alfredo Balena), Araguaia (atual Francisco Sales) e Tocantins (atual Assis Chateaubriand). A partir de 1905, inicia-se o processo de perda de espaços para construções diversas como a Faculdade de Medicina, o Centro de Saúde do Estado, a Moradia Estudantil Borges da Costa, o Teatro Francisco Nunes e o Colégio Imaco. De sua área original, o parque chega ao século XXI com apenas 182 mil metros quadrados.

Em 1975 o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA/MG) realizou o tombamento do conjunto paisagístico e arquitetônico do parque, buscando assim, preservar sua integridade. Para mais detalhes da história do Parque Municipal Armando Renné Giannetti, clique aqui.

Vale a pena
  • Levar as crianças para brincar no playground e equipamentos existentes no parque;
  • Caminhar pelas pistas/trilhas do parque, observando a vegetação ao redor que tem variadas espécies, sendo que algumas árvores são muito frondosas e centenárias;
  • Andar de barco alugado na Lagoa dos Barcos;
  • Visitar a Praça dos Fundadores que tem o monumento em homenagem aos fundadores da cidade de Belo Horizonte e
  • Participar de atividades físicas e culturais promovidas no parque e no Teatro Francisco Nunes (para saber a programação contate os telefones da administração, no box acima).
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OBS.: Informações e programações sujeitas a mudanças e alterações. Para mais informações, ligue para o telefone da administração no box acima.
Fonte dos textos: "Website da Prefeitura de Belo Horizonte" (http://portalpbh.gov.br).
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Veja vídeo feito no local, quando da visita  (sugerimos "clicar" no ícone compartilhar e usar o link do "YouTube" para uma melhor visualização).

A seguir, veja fotos tiradas no parque no dia da visita (Atenção! Ao "clicar" em qualquer foto, abre-se, automaticamente, o modo de exibição "Tela Cheia" de seu computador e por meio de suas teclas "Setas" (➡⬆⬅), podem ser visualizadas todas as fotos tiradas do local).

1 comentários:

  1. fotos e texto muito bons, estimulam o desejo de visitar o parque

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