sábado, 1 de junho de 2013

Parque M'Boi Mirim em São Paulo

Visitamos num domingo, o Parque M'Boi Mirim, situado no Jardim Ângela, Zona Sul da cidade de São Paulo. Ocupa uma área de cerca de  190.000 m² e está localizado em área de preservação de mananciais. Conforme o Guia de Parques da PMSP, "a circulação do parque está dividida em três níveis de acessibilidade. O primeiro nível engloba a entrada do parque e todas as edificações existentes, com pavimentação de blocos intertravados de concreto e acesso universal. O segundo nível, que também possui acessibilidade universal, compreende a trilha ao redor do lago e os estares ao longo dela, que é de terra batida na parte paralela ao lago e de madeira na parte sobre o brejo.O terceiro e último nível compreende as trilhas naturais já existentes na área, que possuem alguns pontos de declividade bastante acentuada e piso irregular, não possuindo acessibilidade universal. São indicadas para caminhadas de maior grau de dificuldade".
Horário de funcionamento:
6h às 18h
Recursos:
    Trilha   Estacionamento   Programação cultural   Acessibilidade    
Localização:
Estrada do M'Boi Mirim, 7100, Jardim Ângela
Ver no mapa

Avaliação geral (0 a 5) é 2,1.

Para chegar ao parque há várias linhas de ônibus, entre as quais, a 6014-10 - Term. Rod. Jd. Jacira - Term. Sto. Amaro, 6840-10 - Ter. Rod. J. Jacira - Terminal Capelinha, 7004-10 - Term. Rod. Jd. Jacira - Est.Sto.Amaro/Term. Guido Caloi, 7004-31 - Term. Rod. Jd. Jacira - Est.Sto.Amaro/Term. Guido Caloi.
Para saber outros números de linhas, fornecendo origem e destino, ligue para o telefone 156  da PMSP ou pelo site da Sptrans (clique aqui).
Para ir de carro, consulte o link "Ver no mapa" no box acima e trace seu roteiro. Há estacionamento gratuito para veículos próximo a entrada do parque.

Infraestrutura
Sede, guarita, sala de educação ambiental, acesso para cadeirantes, banheiro acessível, trilhas de caminhada, área de bosque e ponte de madeira para contemplação da natureza.

Fauna
Foram observadas 63 espécies de fauna, a maioria aves, incluindo aquáticas como garças, socozinho e ananaí. Áreas de brejo e riacho com mata ciliar fornecem condições adequadas para a subsistência de saracura-sanã e joão-porca. 
Também foram observadas: juriti-gemedeira, papagaio-verdadeiro, alma-degato, beija-flor besourinho-de-bico-vermelho, guaracava-de-bico-curto, saíraviúva, pula-pula, mariquita e diferentes espécies de sabiás e pica-paus, incluindo espécies endêmicas da Mata Atlântica. O imponente gavião-pega-macaco, rapinante florestal que se encontra ameaçado de extinção, foi visto “patrulhando” o espaço aéreo do parque. Este rapineiro necessita de grandes áreas florestadas para sua manutenção e, portanto, seu registro nos lembra que estamos em uma região importante a ser preservada. Em adição, foram detectados lagarto-teiú, rãzinha-piadeira e gambá-de-orelha-preta.

Flora
Sua a vegetação é composta por eucaliptal com sub-bosque, remanescente de Mata Atlântica em estágio inicial de sucessão, campo antrópico, brejo, além de vegetação aquática. Destacam-se alface-d’água, areca-bambu, aroeira-mansa, caá-açu, cabuçu, carobinha, crindiúva, cuvitinga, embaúba-branca, guamirim, jaqueira, jerivá, palmatória, paujacaré, samambaiaçu-com-espinho, sibipiruna e tapiá-guaçu.

São permitidos cães, desde que estejam em guias ou focinheiras.

Bicicletas e skates não são permitidos de transitarem no parque.

Tendo em vista a grande vegetação do parque, protega-se usando creme ou loção repelente a insetos.

Não há lanchonetes no local e nem vimos ambulantes próximos a entrada do parque. Leve alimentos e bebidas de casa, caso queira.

História
O Parque M'Boi Mirim foi entregue à população em 13/08/2011. O bairro do M´Boi Mirim, que na língua indígena significa rio das cobras pequenas, teve seu primeiro processo de ocupação em 1607. Nessa época, foram instalados, à beira do rio Pinheiros, próximo à aldeia indígena do M’Boi Mirim, o Engenho de Nossa Senhora da Assunção de Ibirapuera e a primeira extração de minério de ferro da América do Sul.

A experiência com a extração de minério de ferro durou cerca de 20 anos. Depois disso a área da antiga aldeia dos índios guaianases ficou praticamente esquecida por 200 anos, servindo apenas como ponto de passagem para os viajantes em direção ao Embu e Itapecerica da Serra.

Foi só em 1829 que se deu o segundo processo de ocupação do M´Boi Mirim, com a chegada de um grupo de 129 imigrantes alemães, trazidos por D. Pedro I, para colonizar essas terras. Três anos depois a região de Santo Amaro, que incluía a antiga aldeia do M´Boi Mirim, foi elevada à categoria de município.

Em pouco tempo grande parte da batata, marmelada, farinha de mandioca, milho e carne consumidos em São Paulo, e também a madeira, areia e pedras utilizadas nas construções eram produzidos no novo município. Foi isso que levou à inauguração da primeira ligação de bondes movidos a vapor entre as duas cidades, em 1.886.

No início do século 20, a The São Paulo Tramway, Light & Power decidiu represar o rio Guarapiranga, afluente do Pinheiros, para regularizar a vazão do Tietê nos meses de seca. O fato de existir transporte regular nas proximidades colaborou com a escolha do local para a construção da represa Guarapiranga. Durante o período de estiagem, as águas do Guarapiranga deveriam ser represadas e descarregadas no Rio Pinheiros para, assim, alimentar as turbinas da Usina de Parnaíba.

Com isso, um novo tipo de pessoas passou a ser atraído para essa região. Eram principalmente alemães e italianos que vinham para cá nos finais de semana praticar caça, pesca e esportes aquáticos. A área onde hoje fica o Jardim Ângela ficou conhecida como a Riviera Paulista, devido à beleza das margens da represa.

Com a inauguração do Aeroporto de Congonhas, em 1934, o município de Santo Amaro foi extinto por determinação do governo do Estado.

Por volta da década de 50, porém, a região do M´Boi Mirim inicia um processo de ocupação muito mais intenso. Ele começou com o desmembramento dos antigos sítios e chácaras em lotes. No auge do processo industrial, diversas vilas começaram a surgir na zona sul. Eram, na maioria, moradias dos operários que estavam chegando de vários estados e do interior paulista para trabalhar nas fábricas que se instalaram em Santo Amaro. Eles foram chegando lentamente até a grande explosão que aconteceu a partir do fim da década de 60, quando a ocupação tornou-se desordenada, inclusive em áreas de preservação, como na região dos mananciais.

Nesse período, a região cresceu também em aspectos positivos. Em setembro de 1974, ganhou o Parque Municipal Guarapiranga, com projeto elaborado pelo escritório Burle Marx e Cia. Posteriormente, em 1977, foi inaugurado outro ícone da região: o Centro Empresarial de São Paulo, localizado no Jardim São Luis.

Vale a pena
  • Caminhar pelas trilhas existentes, que são variadas quanto aos seus graus de dificuldades, curtindo a natureza em sua volta.
Veja vídeo feito no local no dia da visita (sugerimos "clicar" no ícone do "YouTube" para uma melhor visualização):




As fotos a seguir, foram tiradas quando estivemos no parque ("clique" em qualquer uma das fotos e será aberto, automaticamente, o modo de exibição "Tela Cheia" de seu computador. Por meio de suas teclas "Setas" (➡⬆⬅), você pode visualizar nesse modo de exibição, todas as fotos em boa resolução). 


6 comentários:

  1. Achei muito interessante preservarem essa parte do nosso bairro,porem ainda não tão divulgado como deveria,sempre costumava passar de frente fazendo caminhada mais nunca tinha observado que ali seria um parque tão maravilhoso quanto.Nos dando prazer pra uma boa caminhada,respirar melhor e podendo levar nossos filhos ao contato direto com a natureza em si.

    ResponderExcluir
  2. Faltou na matéria a informação de que o lago é poluído, pois a SABESP joga esgoto dentro e não há nenhum projeto de recuperação do lago.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ja houve intervenção da SABESP e o lago ja não recebi as águas de chuva contaminada, não da pra isentar a a´gua de algum grau de contaminção mas o processo de descontaminção ja esta avançando. converse com a atual administrdora pois ela intermediou esta ação junto a sabesp e sub prefeitura de maneira bem bacana. abraço

      Excluir
  3. O parque é bem cuidado e os funcionários bastante atenciosos, a parte do play ground é que precisa de uma atenção, tenho duas filhas pequenas e sempre vamos lá na esperança de que já estava pronto para brincar.
    Parabéns a Gestora do parque.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa noite Eliete! Sou Eloise atual gestora do Parque M Boi e venho aqui informar que nosso playground estava passando por uma reforma devido a drenagem q estava danificada! Já está funcionando normalmente. Aguardo sua visita.

      Excluir
    2. Boa noite Eliete! Sou Eloise atual gestora do Parque M Boi e venho aqui informar que nosso playground estava passando por uma reforma devido a drenagem q estava danificada! Já está funcionando normalmente. Aguardo sua visita.

      Excluir

Seus comentários são muito importantes para o aprimoramento do site